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A evolução do papel de gestor de RH nas organizações

Palestra foi promovida pelo CIEMG em parceria com a Belgo Bekaert Arames

A evolução da área de Recursos Humanos foi o tema da palestra promovida Belgo Bekaert Arames e CIEMG, na sede da empresa, para os profissionais das empresas que integram o Grupo de Estudos das Melhores Práticas na Gestão de Recursos Humanos – GERH, coordenado por Dario Rios, gerente geral de RH da Belgo, em Contagem.   

Mestre em Administração de Empresas e extensa especialização em RH, Joaquim Patto mostrou, em sua palestra, a evolução do perfil de profissionais da área, desde a década de 30, "quando esse papel era do capataz e ninguém contestava as ordens do patrão", passando pela década de 40, com Getúlio Vargas e a CLT em vigor, até os anos 50, com o início da industrialização. 

Considerada uma década perdida, nos anos 60 prevaleceu o antagonismo entre capital e trabalho, traduzido como capitalismo selvagem versus sindicalismo radical. Já nos anos 80 quem ocupa a área de gestão de RH são os psicólogos, com predominância para os testes, jogos, dinâmicas e encontros de congraçamento, fora do ambiente de trabalho.

Nos anos 90, o RH é um resumo de todos os papéis desempenhados até então, e nos anos 2.000, de crise econômica global, é o financeiro que predomina. Nessa década, o RH é fundamentalmente em função de geração de valor, “isso porque, muitas vezes o RH não está vinculado ao negócio”, explica Joaqui. Segundo o palestrante, é preciso que os profissionais entendam que o RH é um instrumento da estratégia a serviço da empresa. 

A década iniciada em 2010 tem no gestor de RH o acumulador de ferramentas, “o que deixa muito a desejar quanto ao envolvimento com as pessoas”. Agora é hora de eliminar o que não serve mais e adotar a simplicidade “em função dos novos perfis de estrutura das organizações, muitas delas já evoluindo entre tradicionais e digitais”.

Hoje, com a velocidade das mudanças, o desafio é se adequar à nova realidade, em que o conhecimento, assim como as habilidades e qualificações profissionais, têm prazo de validade. No novo modelo, o trabalho atende projetos que evoluem por etapas até o resultado final.

"A geração anterior foi criada engajada no sucesso do negócio, mas a nova geração quer participar do negócio, da sociedade e ser feliz", conta Joaquim. Ser gestor nesse processo de evolução entre a organização tradicional e digital é muito mais complexo. É preciso ser gestor de projetos e de pessoas absolutamente distintas e de gerações diferentes. "Os valores que a empresa quer de seus profissionais é que ditarão o papel do RH no futuro", continua o palestrante. O profissional de Recursos Humanos precisa se preparar para o foco nas pessoas. “No futuro, o gestor de RH será responsável pela manutenção, divulgação e acompanhamento dos valores e propósitos da organização”, prevê Joaquim Patto.

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