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Futuro da bacia do Rio Doce é tema de painel na Exposibram

Presidente da FIEMG moderou debate sobre a construção de um novo futuro para a região

O empresariado não foge das responsabilidades com a sociedade, no social e nas horas difíceis. Esse foi o recado do presidente da FIEMG, Olavo Machado Junior, na abertura do painel "Fundação Renova - O novo futuro da Bacia do Rio Doce", que encerrou o 17º Congresso Brasileiro de Mineração, dentro da Exposibram 2017, nesta quinta-feira, 21 de setembro. A Fundação foi criada para executar as ações de recuperação da bacia do Rio Doce, atingida pelo desastre do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015.

"Hora nenhuma as empresas [Samarco e acionistas - Vale e BHP] fugiram das suas responsabilidades", disse Machado Junior, que foi moderador do painel e do qual participaram como palestrantes o presidente da Fundação Renova, Roberto Silva Waack, e o secretário-adjunto de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Germano Luiz Gomes Vieira.

O presidente da FIEMG disse que "não se pode voltar no tempo", mas também, não se deve, em atuação conjunta, abandonar responsabilidade futuras de longo prazo. Para ele, a reconstrução precisa de engajamento permanente da sociedade de forma ampla: empresas, governos e sociedade.

"Existe crítica relevante, de que as pessoas diretamente atingidas precisam ter voz mais ampla. A Fundação faz isso", afirma o presidente da Renova, ao ilustrar que a entidade mantém relacionamento com cerca de 70 organizações. No conjunto das ações mais relevantes apresentado por Roberto Waack, é destacada a constituição de fundos de capital, com participação do BDMG e do BNDES, que terão impacto em 41 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo, na revitalização da economia e estímulo social. Esses programas atingirão diretamente cerca de 10 mil pessoas, das quais 3 mil já estão sendo atendidas. O Sistema FIEMG participa, por meio do SENAI-MG e do SESI-MG, na capacitação de pessoas.

O secretário Germano Gomes Vieira lembrou que, via programa Águas de Minas, do IGAM, a administração estadual monitora a água no estado – monitoramento que é realizado pelo Instituto SENAI de Tecnologia em Meio Ambiente, pertencente ao Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) SENAI FIEMG. Atualmente, na região afetada do Rio Doce, em Minas Gerais, são mantidos 1.115 pontos de monitoramento e 22 estações.

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