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Projeto vai ajudar empresas mineiras a adequar suas embalagens para exportação

Quatro indústrias mineiras participam do piloto junto com o CIN, o Centro de Inovação e Tecnologia e o Cecoteg

A embalagem é um dos principais elementos de conexão entre o consumidor e o produto no ponto de venda. A FIEMG, por meio do seu Centro Internacional de Negócios - CIN, juntamente com os Institutos SENAI de Tecnologia em Alimentos e Bebidas e em Química e o Centro de Comunicação Design e Tecnologia Gráfica - CECOTEG, participa do projeto piloto de Adequação de Embalagens para Exportação. “O objetivo é ajudar as pequenas e médias empresas de Minas Gerais a fazerem da embalagem uma vantagem para abrir novos mercados no exterior”, diz o analista de Negócios Internacionais da FIEMG, Túlio Henrique Torres Teixeira.

O projeto é um piloto, idealizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI e SENAI Nacional. Em Minas Gerais foram selecionadas quatro empresas, sendo duas de alimentos e duas de cosméticos. Essas indústrias receberão atendimento do CIN de facilitação comercial e promoção de negócios e dos Institutos do SENAI, com a execução técnica da adequação das embalagens.

Segundo a diretora do Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos & Bebidas (ISTA&B), Regina Lucia Sugayama, além dos aspectos de comunicação visual, as embalagens devem esclarecer  o consumidor e comunicar sobre riscos, como a presença de alergenos e valor calórico. “Cada país estabelece suas normas e, portanto, o exportador precisa atender essas normas. Por isso, a associação entre a Rede CIN e os Institutos é fundamental para o sucesso do programa e das empresas candidatas a exportação”, diz.

As embalagens podem ajudar a conquistar os disputados espaços no mercado externo. Conservar e proteger a integridade do produto até que ele chegue ao destino final são outros desafios das embalagens para exportação, principalmente por se tratar de um trajeto mais longo. Para o sócio-diretor da Hué Alimentos, de São Lourenço, Adalberto Nogueira, o projeto de embalagens veio na hora certa. “Hoje nós enfrentamos diversas dificuldades quanto à especificação técnica e registro do produto no mercado”, diz.

Desde a participação na Missão Comercial Expo Paraguai, junto com a equipe do Centro Internacional da FIEMG, a Hué vem investindo no comércio exterior. “Na ocasião do Paraguai, encontramos com um comprador chileno e estamos avançando com a negociação. Tudo indica que o Chile será mais um mercado alcançado por nós”, comemora. 

O projeto compreenderá prospecção de mercados externos, análise das empresas selecionadas, plano de adequação de embalagens com foco no mercado alvo, implementação de mudanças na embalagem, apoio especializado para negociação com compradores até a exportação efetiva.

Para as empresas de cosméticos, a meta é prepará-las para atender as exigências da Colômbia e de Dubai. Já para as empresas de alimentos e bebidas o foco será ampliar as oportunidades de negócios para o Chile.

Os países foram selecionados com base nas ações realizadas pelo Centro Internacional de Negócios, no âmbito da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios – REDE CIN. Ao todo são 12 empresas selecionadas para participar do projeto, localizadas em Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais.

 

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