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Festival (em) processo, 2ª edição, no Teatro de Bolso SESIMINAS

De 22 a 30 de junho, evento reúne música, teatro e workshop

Promover experimentação e fomentar a produção cultural mineira são os desafios do Festival (em) processo, a ser realizado no Teatro de Bolso SESIMINAS, entre os dias 22 e 30 de junho. Nesta segunda edição do evento, o Teatro oferecerá, ao público, programação especial, com a estreia do espetáculo SÍSIFOS, da Companhia Candongas, show em homenagem à trajetória da cantora Marina Machado e workshop com o Grupo Galpão. O workshop têm entrada gratuita; já os ingressos para o show e o espetáculo serão vendidos a preços populares, de R$ 5 (meia) a R$ 10 (inteira).

Segundo Karla Bittar, gerente do Centro Cultural Sesiminas, “a proposta do Festival (em) processo é estimular o fazer artístico e promover o intercâmbio entre pessoas, grupos, coletivos e dramaturgos da cidade, além de divulgar os trabalhos produzidos por artistas locais. Queremos fomentar a manifestação das expressões culturais na cidade”, destaca.

 

Espetáculo SÍSIFOS, da Companhia Candongas

A Companhia Candongas apresenta, entre os dias 22 e 25 de junho, seu mais novo espetáculo SÍSIFOS. No elenco, Antônio Rodrigues e Gustavo Bartolozzi, sob direção de Cláudia Henrique. A partir do desenvolvimento de dramaturgia própria, a montagem encontra ponto de intersecção nas obras O Mito de Sísifo, do filosofo francês Albert Camus, no Mito da Caverna, de Platão, e 1984, de George Orwell.

Em cena, dois homens carregam pedras, enquanto refletem sobre a utilidade de suas existências, e de suas relações com o trabalho e o poder. Os diálogos apresentam os conflitos e a solidão, a desolação e a incomunicabilidade, revelando a fragilidade da existência humana. Enquanto conversam sobre a morte inevitável e a insatisfação humana frente ao mundo contemporâneo, perguntam-se: “Para que vale a vida, a não ser para vivê-la?”

A questão principal da montagem é oferecer ao público a possibilidade de refletir sobre sua condição humana e social, a presença em seu meio, o papel de cidadão e a busca pela felicidade.

 

Marina Machado: Um Passeio... Um Passado... Um Presente

Produzido exclusivamente para o Festival (EM) Processo 2017, o show Marina Machado: Um Passeio... Um Passado... Um Presente propõe homenagem à trajetória da cantora Marina Machado, por meio da experimentação cênica musical, que traz ao palco músicos de diferentes gerações. As apresentações serão nos dias 29 e 30 de junho. No show, um grupo de cantoras, arranjadoras e instrumentistas homenagearão uma das maiores cantoras do país, revisitando seus mais de 20 anos de carreira. A direção é do músico Marcelo Veronez.

As cantoras Júlia Branco, voz à frente da banda Todos os Caetanos do Mundo, e Laís Lacôrte foram selecionadas pelo caráter jovem e experimental, além de extremamente atuais, na cena mineira. Josi Lopes foi chamada para surpreender o público. Já Érika Machado e Celinha Braga convidarão as pessoas a dar um passeio pelos tempos de sucesso da carreira de Marina. Por fim, Marina Machado se põe em cena para interpretar canções que sempre amou, como “Panamericana” e “Casa Aberta”, além de faixas de seu atual álbum, Quieto um Pouco.

Algumas surpresas farão parte do show, como a participação da cantora e multi-instrumentista Larissa Horta, que ficará por conta de produzir todos os arranjos e comandar uma banda especialmente escolhida para dar conta do recado. Nos violões, Luisa Brina; na bateria, Isabella Figueira; no piano elétrico, Luisa Mitre; no baixo, Larissa Horta; e, na guitarra, Cláudio Kiari, parceiro atual de Marina nos palcos.

O show também contará com participações especiais de Bia Nogueira, no canto; Camila Menezes, no ukelelê; Naty Rodrigues, no violino; e Chico Amaral.  

 

Workshop com Grupo Galpão

No dia 30 de junho, o Festival (em) processo recebe o Grupo Galpão para um workshop. A companhia de teatro de pesquisa, criada há 35 anos, tem sua origem ligada ao teatro popular e de rua. Ao longo de sua trajetória, os vários encontros com grupos e movimentos teatrais foram fundamentais para a formação da iniciativa. Some-se a isso o fato de que sua linguagem é resultado de encontros com diferentes diretores, que permitiram a acumulação, em seu processo de trabalho, de diversas experiências vindas de diferentes métodos e pesquisas.

O compartilhamento de experiências e a troca com as comunidades, para além do espetáculo, são focos do projeto artístico do Grupo Galpão. A oficina possibilita transmitir essas experiências, por meio do encontro com as comunidades artísticas: atores, estudantes e professores de teatro, curiosos e público em geral, que queiram conhecer um pouco da história e da trajetória do Grupo Galpão.

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