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Futuro da mineração no estado passa pela Internet das Coisas e Inteligência Artificial

Projeto liderado pela FIEMG pretende unir empresas da mineração e startups para desenvolvimento de tecnologias para o setor

A criação de um centro de tecnologias de Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (AI) para a indústria de mineração em Minas Gerais, o IoT 4 Mining, foi o tema central de um encontro promovido pela FIEMG, no BH-Tec – Parque Tecnológico de Belo Horizonte, no dia 11/07.

O projeto liderado pela Federação tem como objetivo fomentar o uso de novas tecnologias digitais no setor de mineração visando aumento da eficiência e produtividade do setor, redução de custos, agregação de valor, além da geração de mercado para empresas e startups de base tecnológica de Minas Gerais. A expectativa é que o centro entre em funcionamento até novembro deste ano e atenda três segmentos da indústria como exploração, mineração e processamento metalúrgico.

O funcionamento do hub será baseado na identificação de desafios da indústria mineradora. A partir daí, serão feitas propostas e ideias pelas empresas de base tecnológica participantes do projeto que, em parcerias com as indústrias, farão os testes iniciais das soluções.

Durante o evento, o superintendente executivo de Relações Institucionais do Sistema FIEMG, Paulo Brant, afirmou que o caminho para reinventar a economia mineira passa pela internacionalização e inovação. O representante da Federação ainda completou, “esse projeto é muito interessante, pois além de possibilitar essas duas oportunidades à Minas Gerais, ainda alia revolução tecnológica com que o que há de mais tradicional no estado,” disse.

Já o superintendente de Desenvolvimento Industrial da entidade, Marcos Mandacaru, pontuou que o espaço demarca ainda mais a imagem de Belo Horizonte como capital do conhecimento e inovação. O diretor presidente do BH-Tec, Ronaldo Pena, enfatizou que a iniciativa é essencial para o estado e que também passa a importante mensagem de que a produção de commodities pode, sim, desenvolver novas tecnologias.

Um dos líderes do movimento, o professor da UFMG Virgílio Almeida comentou que as tecnologias geradas no centro para uso da mineração podem vir a ser exportadas e que o principal foco do espaço é fazer um “casamento” entre as necessidades das empresas e as ofertas do mercado.

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