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CEMA discute segurança hídrica

A média histórica de chuvas só piora nos últimos anos

O monitoramento hidrográfico em Minas Gerais foi tema da reunião do grupo de trabalho de recursos hídricos do Conselho de Empresários para o Meio Ambiente (CEMA) da FIEMG, que se reuniu no dia 6/09, na antiga sede da instituição. Segundo o analista ambiental do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Heitor Soares Moreira, esse é o pior ano da série histórica. “Até então os piores anos tinham sido 1971 e 2014. Esse período é de seca e estiagem, mas se compararmos com o mesmo período do ano passado estamos com uma seca mais severa”, ressalta. 

A disponibilidade hídrica não é homogênea em Minas Gerais. “A situação está mais crítica em algumas regiões. No Triângulo Mineiro a situação é mais favorável, enquanto no Norte de Minas a situação é mais preocupante. Mais do que nunca pedimos a otimização do uso da água. Sugerimos usar estritamente o necessário e buscar novas fontes”, diz.  

Já Belo Horizonte e Região Metropolitana contam com abastecimento de água garantido sem que haja necessidade de racionamento. “Belo Horizonte aprendeu um pouco com a experiência de 2014 e o abastecimento público está garantido. Os reservatórios estão entre 70% e 30% de água acumulada, o que é suficiente para passar pelo período de estiagem. Mas, as indústrias que utilizam água não oriunda da concessionária pública podem ter problemas em seus mananciais. Temos rios em que já é possível atravessá-los andando de um lado a outro a pé”, pondera. 

No rio das Velhas, onde se concentra o maior número de indústrias, por exemplo, há uma instrução normativa que estabelece estágios de atenção, de alerta, ou restrição, que implicam em algumas medidas de necessidade de restrição de uso da água. Atualmente está no nível intermediário de alerta. 

A secretária-executiva do Conselho de Empresários para o Meio Ambiente (CEMA) da FIEMG, Patrícia Boson, adiantou que o grupo está trabalhando em um manual de segurança hídrica. “Será um compêndio com informações para a indústria com orientações, como com o quê devem se preocupar, onde buscar infamações e uma lista de coisas que elas devem fazer para garantir segurança hídrica ao longo da estiagem”, diz. O manual deve ser lançado em março de 2018, no Fórum Nacional da Água. 

O trabalho da FIEMG, em parceria com o governo do Estado, continua depois do lançamento do Pacto de Minas Pelas Águas, em 2015, para buscar o uso racional dos recursos hídricos. “Desde 2014 tivemos um alerta muito claro para a necessidade de segurança hídrica. Algumas empresas tiveram seus processos diminuídos ou interrompidos por absoluta falta de água, ou seu custo operacional aumentado, a exemplo da Itambé, que arcou com a compra de caminhões pipa para não paralisar totalmente sua produção”, lembra.

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