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Câmara da Indústria de Base Florestal busca soluções para sobras de MDF

Setor enfrenta problemas e busca alternativa para evitar danos ao meio ambiente e prejuízo financeiros para as empresas

A Câmara da Indústria de Base Florestal, presidida por Antônio Eduardo Baggio, vem discutindo uma solução para a destinação dos resíduos de MDF e MDP gerados pelo setor de móveis de Minas Gerais. O tema foi pauta da reunião do colegiado nesta sexta-feira 01/12, na sede da FIEMG.

A Comissão de Estudos de Destinação de Resíduos Sólidos, criada em 2015, presidida pela presidente do Sindicato de Móveis de Governador Valadares, Regina Paradela, trabalha para identificar as barreiras legais no Estado e soluções para a correta destinação dos resíduos.

O grande problema na destinação dos resíduos é a proibição da queima como fonte de geração de calor em fornos de combustão externa e caldeiras pela Deliberação Normativa nº187/2013. É proibido o uso como combustível de qualquer derivado de madeira que tenha sido tratado com halogenados,  anti fúngicos, tintas, vernizes, adesivos e revestimentos de plástico. “Sem poder queimar, a indústria tem apenas a alternativa de envio para aterros sanitários ou o coprocessamento em fornos de cimenteiras, com alto custo”, diz Regina Paradela.

Segundo a dirigente, a comissão têm visitado empresas, feiras e instituições em busca de soluções. Eles fizeram uma visita à Duratex, empresa que produz painéis de MDF, para conhecer a composição dos produtos e sua forma de tratamento dos resíduos.

Uma saída pleiteada pela indústria é a queima com controle de parâmetros de emissões atmosféricas, o que necessitaria de mudanças na legislação do Estado. “Estamos fazendo novas medições e compilando dados técnicos para mostrar que a queima para olaria, fundição e outros setores é viável. Estamos atrás de outros estados. Estamos conversando com o SENAI do Rio Grande do Sul e do Paraná e com a Fiergs para conhecer  legislações que permitem a queima”, diz. 

Outro assunto da pauta foram as mudanças na Deliberação Normativa COPAM nº 74, que estabelece critérios para classificação, segundo o porte e potencial poluidor, de empreendimentos e atividades em Minas Gerais, apresentadas pelo analista ambiental da gerência de meio Ambiente da FIEMG, Henrique Damasio. “As mudanças fazem parte de uma sequencia de reformulação que o Estado tem feito por meio da SEMAD e do Conselho Estadual de Política Ambiental. Estamos esclarecendo as dúvidas sobre a adequação da legislação, tipos de estudos a serem apresentados, taxas  a serem pagas e a classificação dos empreendimentos. Como exemplo os de silvicultura, fabricação de papel e outros de base florestal. Tudo isso é variável, então o processo de licenciamento pode ser simplificado ou mais complexo”, diz.

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