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FIEMG mostra impactos das sobretaxas de Trump na economia mineira

Em 2017, as exportações de produtos metalúrgicos do estado somaram US$5,3 bilhões. Desse total, 12,2% tiveram como destino o mercado americano

A decisão do governo americano de aplicar sobretaxa de 25% às importações de aço e 10% às importações de alumínio de origem brasileira atinge diretamente um setor conta com mais de 56,5 mil empregos em Minas Gerais, 28% do total brasileiro, distribuídos entre 546 empresas instaladas no estado. A informação é da Superintendência de Economia da FIEMG, lembrando que no ano passado, as exportações de produtos metalúrgicos de Minas Gerais somaram US$5,3 bilhões. Desse total, 12,2% tiveram como destino o mercado dos Estados Unidos.

“Tal medida ocorre num momento em que a metalurgia brasileira esboça recuperação, após as intensas quedas registradas na produção industrial entre 2014 e 2017 (16,7% no Brasil e 10,9% em Minas Gerais)”, afirma o superintendente da FIEMG, Guilherme Leão. Em 2017, o segmento gerou 1.127 empregos em Minas Gerais e 2.472 no Brasil. “Desde a semana passada, quando Donald Trump antecipou a medida, empresas do setor siderúrgico brasileiro, excluindo aquelas que têm plantas nos EUA, perderam 5,7% de valor de mercado, o que equivale a R$3,5 bilhões”, alerta.

De acordo com o superintendente da FIEMG, como a sobretaxa entra em vigor em 15 dias, há tempo para que as autoridades brasileiras atuem no sentido da isenção das tarifas, tendo em vista que 80% das exportações da siderurgia brasileira para os EUA são de produtos semiacabados, que servem de insumos para as próprias siderúrgicas americanas. Ele vê até um cenário favorável aos produtos mineiros: “A manutenção de uma tarifa de importação, tal como proposta, implicará no aumento de custos no mercado interno americano”.

Neste sentido, Guilherme Leão também entende que o decreto assinado pelo Presidente americano, Donald Trump, em 08 de março, abre espaço para negociações com países que não apresentaram superávit comercial com os EUA, como é o caso do Brasil, que, entre 2009 e 2017, registrou déficit comercial de mais de US$46 bilhões.

Confira a Nota Técnica - Sobretaxa americana às importações de Aço

Conheça o posicionamento do Instituto Aço Brasil sobre os impactos da sobretaxação norte-americana

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