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FIEMG revisa para baixo crescimento da indústria mineira

Em abril, o faturamento voltou a cair, após crescer 5,5% em março

A FIEMG reviu para baixo a estimativa de produção física da indústria de Minas Gerais de 3,3% para -1,5, em 2018. Segundo o superintendente de Ambiente de Negócios da FIEMG, Guilherme Velloso Leão, “a recuperação ainda é bastante oscilante e a projeção de queda na produção de 2018 é explicada pelo mau desempenho da indústria extrativa”. Os dados são da Pesquisa Indicadores Industriais (INDEX), divulgada hoje (4/6), pela FIEMG.

A projeção para o PIB foi revista de 2,6% para 1,2%. A revisão é justificada pelo impacto negativo da paralisação dos caminhoneiros, frustração na expectativa de retomada da produção da Samarco, a estratégia da Vale de redirecionamento da atividade de extração mineral para o estado do Pará, a interrupção das atividades da Anglo American, o aumento da incerteza política e a redução dos níveis de confiança.

O impacto da greve no PIB nacional foi de 0,5%, enquanto que para Minas Gerais foi e pelo menos 0,6%. “A greve foi o fator mais danoso porque abrange todos os segmentos e não foi um evento previsto pelas empresas”, diz o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe Nogueira.

O faturamento real da indústria mineira recuou 2,7% em abril, em relação a março, na série com ajuste sazonal. A massa salarial real (-0,5) e o rendimento médio real (-1,3) também caíram. Por outro lado, as horas trabalhadas na produção e o emprego industrial aumentaram, ao passo que a utilização da capacidade instalada ficou estável em relação a março (79,4%).

Os resultados de abril sinalizam que a indústria mineira enfrenta dificuldades para voltar a crescer, e que a recuperação esperada para 2018 poderá acontecer de forma mais lenta do que antecipado ao final de 2017.

A massa salarial real recuou 0,5% entre março e abril, na série dessazonalizada, a quarta queda seguida da variável. O indicador caiu 4,1% em relação ao mesmo mês de 2017 e, no acumulado do ano até abril, frente ao mesmo período do ano passado, recuou 0,8%. Na análise dos últimos 12 meses, a variação ficou próxima de zero.

Clique aqui e confira a pesquisa na íntegra. 

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