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Licença social como caminho para a sustentabilidade

Workshop promovido pela FIEMG aponta ferramentas para gestão de riscos socioambientais nas empresas

Saber gerenciar os riscos socioambientais de seu negócio pode trazer para as empresas um benefício de dimensões intangíveis e importância proporcional ao tamanho do próprio negócio. O conceito de licença social é o que melhor explica a dimensão desse benefício. “A licença social não é um documento. É um acordo tácito de confiança e de aceitação da companhia pelas comunidades com as quais ela está envolvida. A empresa que gerencia bem seus impactos tem o apoio das populações locais”, explica a professora Ana Lúcia Santiago, phD em administração e diretora da ESA – Socioambiental Consulting.

Santiago esteve na FIEMG no dia 24/4 para participar do Workshop “Licença Social – Gestão de Engajamento de Stakeholders”. “A proposta do evento é discutir como a licença social interfere na área formal da empresa e quais são as ferramentas para construir uma gestão de riscos socioambientais”, esclareceu a professora.

Segundo ela, gerenciar o relacionamento com comunidades é algo que algumas empresas julgam desnecessário, dedicando pouca atenção para a questão. “A desatenção ao tema tem avançado além dos costumeiros impactos negativos na reputação, revelando um significativo gerador de custos”, lamenta. 

Como exemplo, cita estudo realizado pela Universidade de Queensland envolvendo 50 empresas de mineração. O documento demostrou casos de minas situadas na América Latina que obtiveram custos adicionais de US$ 750 milhões no projeto inicial, ocasionados por conflitos com comunidades do entorno.

Para o economista Estaneslau Klein, autor do livro “Licença Social: caminho para a sustentabilidade do negócio” e também palestrante no workshop, o mais importante nesse evento é refletir sobre como as empresas de modo geral podem aprimorar o diálogo com as comunidades que compartilham o mesmo território com o negócio. “Buscamos conquistar o que chamamos de licença social. Uma ponte para essa aceitação social é a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou.

Participante do evento, o gerente do Distrito de Lagoa Santa da Copasa, José Claudio Ramos, disse que, no atual contexto, as interações sociais com a comunidade onde está instalada são muito importantes para a empresa. “Esse workshop é relevante nesse sentido, de trazer novas técnicas de abordagem com as comunidades ambiente ao redor”.

O workshop contou com 70 participantes, profissionais das áreas de sustentabilidade, recursos humanos e meio ambiente das empresas, de todos os portes e segmentos.

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