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Nível de atividade e faturamento mostram indústria desaquecida

Pesquisa de Indicadores Industriais divulgada hoje (1º/08) revela nova projeção para o ano. É esperado aumento de 0,2% no faturamento da indústria

No fechamento do primeiro semestre de 2017, indicadores apontam que a atividade industrial de Minas Gerais segue desaquecida. O faturamento real da indústria caiu 2,1% na passagem de maio para junho, considerando a série livre de efeitos sazonais, após acréscimo verificado na leitura anterior (3,1%). Comparando com o mesmo mês de 2016, houve queda de 4,9%. Os dados são da Pesquisa Indicadores Industriais da FIEMG (INDEX) divulgada hoje (1º/08).  

Na análise dos últimos 12 meses, a variável decresceu 7,6%. O faturamento vem acumulando retração desde março de 2014. “No acumulado do ano tivemos uma retração no faturamento da indústria, nas horas trabalhadas e no emprego, porém essa queda foi a menor dos últimos quatro anos, que foi quando começou a crise”, diz.    

Ela explica a série de quedas. “Houve uma queda de 6,6% em junho, no primeiro semestre de 2014. Essa queda foi de 14,9 em 2015, de 11,3% em junho de 2016, e agora em junho de 2017 observamos que a redução foi menor, de 2,7%”, diz.

A projeção do ano que era de aumento de 0,96% foi revista para 0,2%. “O que podemos considerar relativa estabilidade no faturamento da indústria.”, diz a economista Daniela Muniz. 

No acumulado do ano até junho, contra igual período de 2016, o setor de metalurgia apresentou a maior influência negativa (-1,65 ponto percentual - p.p.), seguido pelo setor de veículos automotores (-1,28 p.p.). O setor de produtos de metal registrou a maior variação negativa (-35,7%) entre os setores pesquisados. 

O emprego, desconsiderando os efeitos sazonais, apresentou queda de 0,9% entre maio e junho. Em relação a igual mês do ano passado, houve retração de 6,3%. No acumulado do ano até junho, o indicador registrou decréscimo de 5,8% e, na análise dos últimos 12 meses, o recuo foi de 5,4%. 

“Esperamos que à medida que haja uma retomada consistente da confiança, tenhamos aumento no emprego formal. Por enquanto, a redução da taxa de desemprego no Brasil vem sendo puxada por um aumento no emprego informal. O recuo nos índices de confiança do empresário após maio posterga um pouco a retomada do crescimento na indústria”, diz o economista Sérgio Guerra. 

Confira entrevista com a economista Daniela Muniz

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