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O valor da confiança para empresa e sociedade

Plenárias do 11º Seminário de Sustentabilidade enfatizam valores intangíveis de mercado como a reputação

Equipe engajada, princípios e valores claros, relacionamento robusto com a sociedade, líderes que inspiram. Essas são algumas características básicas que uma empresa precisa ter para gerar um negócio sustentável, na visão do presidente da Anglo American Brasil, Ruben Fernandes. A opinião do executivo, um dos participantes da plenária sobre “Lideranças transformadoras que promovem sociedades pacíficas, justas e inclusivas”, dentro do  11º Seminário Internacional de Sustentabilidade da FIEMG, tem o peso de quem dirige uma companhia que acaba de completar 100 anos de existência. “A evolução da sociedade passa, necessariamente, pela ética. Integridade é fundamental, e o líder deve dar o exemplo”, salientou Fernandes, reforçando a importância da reputação da empresa para sua permanência no mercado. “Hoje, mais de 80% do valor de mercado de uma empresa é intangível, está na sua reputação”, explicou.

A ideia foi corroborada pelo professor da FIA Business School e da Fundação de Desenvolvimento da UNICAMP, Robert Henry Srour, na discussão da plenária sobre “Ética e Integridade — o valor da confiança para os negócios e para a sociedade”. “O capital de reputação deve ser preservado. A corrupção detona a credibilidade porque afeta esse capital”, frisou. De acordo com o professor, é possível bloquear oportunidades de corrupção dentro de uma empresa, por meio da realização de um diagnóstico de atividades sensíveis e elaboração de um sistema de controle para essas tarefas.

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Na mesma plenária, o diretor de Compliance da Siemens do Brasil, Reynaldo Goto, explicou porque a companhia, que protagonizou um dos maiores casos de corrupção dos últimos anos, em 2006, conseguiu sobreviver à crise de credibilidade. Segundo ele, a colaboração com as autoridades no sentido de investigar e descobrir o que realmente aconteceu foi uma das ações decisivas para manter a empresa no mercado. Depois do episódio, a Siemens pagou uma multa que chegou a 1,6 bilhão de euros e implantou um programa global de Compliance.

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O debate contou ainda com a participação da secretária de Transparência e Combate à Corrupção da Controladoria Geral da União (CGU), Claúdia Taya, que apresentou iniciativas governamentais como o “Programa Nacional de Prevenção Primária à Corrupção”. “É preciso romper o DNA da corrupção formando valores desde a infância”, afirmou.

Engajamento

Investir na “felicidade” de seus trabalhadores foi a estratégia seguida pelo ex-presidente da Elektro (quando na direção da empresa), Márcio Fernandes, apresentada durante a plenária sobre “Lideranças transformadoras que promovem sociedades pacíficas, justas e inclusivas”.

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Partindo da premissa de que a base da felicidade é o propósito, o líder contou como conseguiu inspirar as pessoas criando vínculos e compromisso entre elas e a empresa.

A iniciativa rendeu à Elektro o título de melhor empresa para se trabalhar do Brasil. A empresa alcançou, em um ano de implantação do programa, aumento de 27% de produtividade.

 

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