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Prejuízos para a economia podem chegar a R$ 11,9 bilhões

Presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, fez estimativa sobre reflexos da paralisação do transporte de cargas

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, reforçou sua preocupação com os reflexos econômicos provocados pela paralisação dos caminhoneiros. Em entrevista na quinta-feira, 31/05, o líder industrial mineiro enfatizou que as perdas estão sendo contabilizadas, e o retorno à normalidade está se verificando de forma gradual pela complexidade do setor. “A crise, do ponto de vista econômico, foi uma catástrofe e a apreensão gerada inibe empresários para novos investimentos”, afirmou.

Os dados estão sendo levantados pela área econômica da FIEMG. De acordo com informações iniciais, as perdas são gigantescas em termos de Valor Adicionado (PIB). São da ordem de R$ 11,9 bilhões na economia, sendo R$ 2,4 bilhões na indústria até a última quinta-feira. Mas os valores poderão aumentar, já que a retomada tem sido gradual. E ainda haverá desdobramentos porque houve grande impacto nos setores industriais que operam em regime Just in Time, onde os estoques de matérias-primas são planejados para suprir a produção por dois ou três dias.

A paralisação do transporte de cargas prejudicou não só a produção, mas o faturamento das empresas, pois inviabilizou o escoamento de produtos acabados para os centros de consumo e para os portos. Os economistas da FIEMG avaliam que, até agora, houve perdas para o estado em termos de receita de ICMS: R$ 874,3 milhões na economia, sendo R$ 538 milhões só na indústria.

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