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Sistema FIEMG promove seminário técnico para discutir situação hídrica do estado

Evento integra o “Minas no Caminho das Águas”

A FIEMG, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo de Minas Gerais, promoveu no dia 6/10 o seminário “O estado das águas em Minas Gerais”. O evento teve como foco discutir a realidade da situação hídrica de MG. Durante a ação, profissionais de várias áreas trataram da importância do 8º Fórum Mundial das Águas, que acontece em Brasília, em março de 2018, e o papel de Minas Gerais como produtor de água, debatendo inclusive os desdobramentos do tema em setores como mineração, energia, cidades, além do desenvolvimento sustentável na Bacia do Rio Doce.

O presidente do Sistema FIEMG, Olavo Machado Junior, ressaltou a importância da realização do evento e a discussão de um tema tão relevante para o desenvolvimento de Minas Gerais e do país.

“A preservação de nossos recursos hídricos é imperativa para a competitividade de nossas empresas. Muito mais do que uma visão romantizada do tema, a indústria mineira enxerga a preservação como condição para gerarmos negócios e oportunidades hoje e para as próximas gerações. Sem água, não há desenvolvimento. Nem desenvolvimento econômico, nem social e nem ambiental,” comentou.

Machado Junior ainda apontou ações do Sistema FIEMG desenhadas para a melhoria do desempenho de nossas indústrias quanto à sustentabilidade como o “Pacto de Minas pelas Águas”, firmado em 2015, em parceria com o Governo de Minas Gerais, e o programa Minas Sustentável, que desde 2011, apoia, incentiva e orienta empresários a adotarem processos mais sustentáveis e eficientes.

Durante este período, o programa já atendeu mais de 8.223 empresas em 383 municípios do estado. Por meio do programa, foram concedidas 445 licenças ambientais. Além disso, outras 1.663 empresas foram orientadas para a ecoeficiência e quase 3.330 trabalhadores e empresários capacitados.

O lema do 8º Fórum Mundial da Água é "Compartilhando Água" e o tema é a sustentabilidade. Por parte do Brasil, a organização da iniciativa conta a participação da Agência Nacional de Águas (ANA), da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) e da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). 

O diretor executivo do 8º Fórum Mundial da Água, Glauco Kimura, explicou sobre a concepção do evento e a importância política, social, ambiental e econômica da iniciativa, que pela primeira vez é sediada no hemisfério sul.

“Estamos em um país, que possui 12% da água doce superficial do mundo, inúmeros mananciais e aquíferos, o maior trecho de floresta úmida, a Amazônia e um grande potencial de economia verde e sustentável,” disse. 

Ele ainda completou, “aliado a isso, seremos sede pela primeira vez de um Fórum no hemisfério sul. Por isso contamos com grande participação de outros países latino-americanos e da América Central neste evento que é centro de discussões e intercâmbio entre nações e influencia diretamente políticas públicas para o tema”.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Roberto Simões, previsões apontam que brevemente o planeta atingirá a marca de 9 bilhões de pessoas e que passa pelo agronegócio a missão de prover alimentos para todos.

Simões ainda pontuou que o setor possui importante responsabilidade no que tange o bom uso e gestão das águas. “É interessante destacar o apoio dado pelo nosso segmento no desenvolvimento de ações tecnológicas para a melhoria dos processos produtivos e o trabalho de conscientização sobre o uso racional da água”.

O secretário Municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, destacou a importância de Minas Gerais como fornecedor de recursos hídricos para o país. “Minas e o Brasil não sobrevivem sem as águas, e as águas não sobrevivem sem Minas Gerais,” disse.

Já o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Jairo José Isaac, apontou a importância da união entre os setores públicos e privados na busca por soluções efetivas para Minas Gerais. “Este evento marca o esforço conjunto entre o Governo do Estado e agentes importantes com o intuito de provocar discussões sobre os recursos hídricos de MG e alternativas viáveis para o uso racional deste bem visando o crescimento socioeconômico,” finalizou.

O evento também contou com a participação de nomes importantes  áreas como Maria de Fátima Chagas (Diretora Geral - Igam), Marcus Vinícius Polignano (presidente - Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas), Ricardo Aroeira (Diretor - Gestão de Águas Urbanas), Nilo Oliveira (professor - UFMG), Marcelo de Deus (Gerente de planejamento energético - Cemig), Sinara Inácio Meireles Chenna (Diretora Presidente - Copasa), dentre outros.

Veja também: 

Minas no Caminho das Águas promoveu a conscientização da preservação do recurso

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