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Liderança positiva: como desenvolver os talentos da equipe

Qualidades positivas impactam no ambiente de trabalho e no resultado

A liderança positiva foi o tema do Café Empresarial do CIEMG de agosto, que inaugurou também um quadro novo, a Tribuna Livre, que abre espaço para empresas associadas se apresentarem aos demais participantes desse encontro receptivo mensal.

A liderança positiva sob a ótica da Psicologia Positiva, do século XXI, que se contrapõe à do século passado, cujo foco era no que há de negativo nas pessoas foi apresentada por Monika Tschoepe, graduada em Psicologia e pós-graduada em Gestão de Pessoas e Heloisa Junqueira, pós-graduada em Gestão Estratégica do Conhecimento.

A Psicologia Positiva se orienta por uma visão mais equilibrada, pela promoção das qualidades, estimulando, entre outras características, a coragem, otimismo, habilidades interpessoais, ética, honestidade e perseverança. Segundo essa linha, os aspectos mais importantes a observar são a conexão com outras pessoas, procurar encontrar o sentido do trabalho e buscar vivenciar experiências que proporcionem prazer. “o que não exclui também estudar e compreender emoções negativas como medo, raiva, tristeza, que garantiram nossa sobrevivência”, explicou Monika.

A definição de Freud de que a normalidade é a capacidade de amar, trabalhar e se divertir conduz essa linha que destaca as virtudes e forças de caráter como fio condutor da liderança positiva, destacou a psicóloga. Essa concepção envolve características como humildade, coragem, sabedoria e conhecimento, justiça e imparcialidade, gratidão e esperança, entre tantas outras emoções, disse Heloísa Junqueira sobre o tema. “As emoções positivas impactam a equipe, garantem um clima agradável e satisfação no trabalho, além de estimular talentos, características essas que o líder, em qualquer posição na hierarquia da empresa deve praticar”.

Entre os fatores para se estabeleça um clima positivo no trabalho, Heloísa ressaltou que o líder positivo deve ter compaixão, ou seja, cuidar e se preocupar com o outro; exercitar a capacidade de perdão, como, por exemplo, reconhecer o erro honesto e auxiliar para que seja corrigido; e a gratidão que implica em incentivar, agradecer, reconhecer e comemorar o positivo.

Nas relações interpessoais, segundo Heloísa Junqueira, o líder precisa saber identificar, usar e multiplicar referências de fluxo positivo e, assim, fortalecer a troca e a cooperação para favorecer a aprendizagem e resultados. Deve também reforçar pontos fortes, saber administrar os negativos e celebrar vitórias; usar linguagem afirmativa e de apoio, além de substituir críticas pelo foco no problema e não na pessoa.   

 

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