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Vaso inteligente que cultiva alimentos orgânicos conquista primeiro lugar no Startup Weekend

Internet das coisas pautou a criação dos protótipos no evento

Ideias inovadoras saíram do papel durante o Startup Weekend Belo Horizonte IoT. O maior evento mundial de startups desembarcou na capital mineira nos dias 17, 18 e 19/03. O Laboratório Aberto SENAI abriu as portas para que empreendedores, desenvolvedores, designers e entusiastas transformassem sonhos em negócios para o setor de internet das coisas (IoT). E o grupo vencedor dos desafios foi o Organogarden, que criou um vaso para ajudar as pessoas que cultivam o próprio alimento em casa. 

Os 70 participantes interagiram entre si compartilhando ideias e organizando equipes. No total, oito startups foram formadas: Desconto Aqui, Dracma, Floodio, MedBracelet, Organogarden, Saúde Certa, Shoppin e Smart Helmet. Estas empresas foram desafiadas a encontrar um modelo de negócio e criar um produto mínimo com base em metodologias e ferramentas que garantisse a viabilidade do mesmo. O Laboratório Aberto SENAI ofereceu toda estrutura necessária à elaboração dos produtos, como impressora 3D e equipamentos para prototipação. O evento também contou com mentores convidados, que orientaram os times com dicas e feedbacks sobre os projetos.

Em um fim de semana, projetos mirabolantes surgiram de mentes disruptivas. Já pensou: um advogado envolvido em um projeto de negócio para produtos orgânicos? No Startup Weekend, isso foi realidade. José Victor Resende é formado em Direito, mas gosta de trabalhar com iniciativas que o tirem da zona de conforto. Ele é o idealizador do Organogarden. Com a proposta de ajudar as pessoas a cultivarem os próprios alimentos dentro de casa, o projeto foi o vencedor do evento.

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Junto a mais 11 companheiros, Resende bolou um vaso inteligente com sensores, no qual pode ser feito o plantio de qualquer semente. A invenção captura informações sobre o ambiente (temperatura, clima, luminosidade etc.) e as repassa para um aplicativo de celular, que informa ao usuário o tipo de vegetal mais adequado para o cultivo, levando em conta as características locais. Além disso, o aplicativo criadoavisará com que frequência se deve regar a planta e estimará em que período o fruto pode ser colhido.

Para o advogado que ama cuidar de plantas, o Organogarden é um negócio que visa à qualidade de vida das pessoas. “Além de consumir alimentos saudáveis produzidos por nós mesmos, teremos produtos mais acessíveis, saborosos e confiáveis”, qualificou.

Já a Floodio garantiu o segundo lugar com um protótipo de uma rede inteligente de sensores instalados em bocas de lobo, bueiros e semáforos. Em caso de risco de enchentes, tais sensores são capazes de emitir, com antecedência, alertas para toda a população. Em terceiro lugar, ficou a Saúde Certa com o projeto de uma bandeja inteligente que ajuda os enfermeiros de hospitais a medicarem os pacientes de forma correta (tipo de medicamento, dosagens, horários e vias de administração).

Um projeto que também nasceu durante o Startup Weekend promete melhorar a vida de médicos e pacientes de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. O MedBracelet resultou na criação de uma pulseira que monitora os sinais biológicos de uma pessoa e envia esses dados para um software de controle e armazenamento em nuvem para acesso remoto. O invento é capaz de medir itens vitais como pressão arterial, temperatura e frequências cardíacas.

Alana Benz é estudante de engenharia de materiais do CEFET-MG e participou do processo criativo da pulseira. Ela vê o projeto como um facilitador para a área da saúde. “Com essa pulseira, o médico poderá acompanhar o paciente de forma mais prolongada, realizando diagnósticos mais precoces. Além disso, o paciente poderá acessar o próprio prontuário consultando um app”, explicou.

Vários outros projetos elaborados no Startup Weekend também tomaram os dilemas do cotidiano como inspiração. O SmartHelmet, por exemplo, pegou carona em um drama dos motociclistas: o fato de não poderem usar GPS enquanto pilotam. A equipe à frente deste desafio criou um dispositivo inteligente, acoplado ao capacete, que se comunica via bluetooth com qualquer aparelho que esteja conectado à internet.

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