Palavra do Presidente

05/04/2018

Caminhos para o Brasil

por Olavo Machado Junior

A indústria acaba de colocar à disposição da sociedade brasileira dois documentos fundamentais na busca de caminhos capazes de recolocar o país na rota do crescimento econômico forte e duradouro. Sob a liderança da Confederação Nacional da Indústria (CNI), foram lançados a Agenda Legislativa da Indústria 2018 e o Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022. Como bem explica o presidente da CNI, nosso conterrâneo Robson Andrade, ambos têm abrangência em todo o território brasileiro e foram elaborados com o apoio e a participação das 27 federações estaduais da indústria, incluindo a FIEMG, 1.250 sindicatos empresariais que congregam 700 mil empresas e 9,6 milhões de trabalhadores, além de mais de 60 associações setoriais.

A Agenda Legislativa da Indústria, que chega este ano à sua 23ª edição, é parte importante do posicionamento do setor em sua missão de contribuir com o país. Trata-se, sem dúvida, de um dos principais instrumentos de interlocução da indústria com o Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal). Nossa Agenda apresenta as propostas que estão em discussão no Legislativo e que são consideradas prioritárias para a indústria brasileira. No total, são 129 proposições estratégicas, das quais 14 formam a chamada “Pauta Mínima” – matérias de alto impacto sobre a economia e estratégicas para a construção de um ambiente de negócios favorável à produção.

O Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022 é composto por 11 fatores-chaves considerados essenciais para que o Brasil possa elevar a sua taxa de competitividade. São desafios cuja superação é essencial para a construção de uma indústria competitiva, inovadora, global e sustentável. Os estudos mais recentes do Fórum Econômico Mundial mostram que, em 2013, no ranking da competitividade global, o Brasil ocupava a 48ª posição entre 144 países analisados. Hoje estamos em situação ainda pior – caímos para o 80º lugar em uma lista de 137 países.

Os fatores-chaves do Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022 contemplam variáveis que efetivamente corroem a competitividade da nossa economia e da nossa indústria. A superação desses gargalos é absolutamente necessária para revertermos o cenário que nos leva a perder espaço nos grandes mercados globais. A insegurança jurídica, a abusiva carga tributária, a infraestrutura precária e a burocracia excessiva minam a competitividade das empresas brasileiras.

Nosso próximo passo, também sob a coordenação da CNI, será transformar a Agenda Legislativa e o Mapa Estratégico da Indústria em uma série de documentos setoriais, que vão embasar nossos debates com os principais candidatos à presidência da República nas eleições das quais apenas seis meses nos separam. Os 11 fatores-chaves do Mapa Estratégico serão desdobrados em 38 temas prioritários e 60 objetivos a serem conquistados.

As metas que estabelecemos são ousadas, mas são factíveis e vamos trabalhar para alcançá-las. Se conseguirmos colocar em prática todas as recomendações da Agenda Legislativa e do Mapa Estratégico da Indústria, o nosso Produto Interno Bruto (PIB) poderá crescer 4% por ano a partir de 2023, e o PIB per capita aumentará 3,5%, na média anual, também a partir de 2023. Com isso, a renda per capita anual dos brasileiros passará dos atuais 14 mil dólares para 30 mil dólares.

Ao priorizar a realização desse trabalho, a indústria brasileira o faz consciente de sua importância e essencialidade para o país e os brasileiros. De fato, é notável a contribuição do setor industrial ao desenvolvimento econômico e social do Brasil. A indústria responde por 21% do PIB nacional, por 55% das exportações brasileiras, pela geração de 9,6 milhões de empregos diretos e por cerca de 30% de todos os impostos federais arrecadados. Para cada real produzido na indústria, são gerados 2 reais e 32 centavos na economia nacional como um todo.

Os desafios são muitos e são grandes, mas temos todas as condições para enfrentá-los e superá-los. Só depende de nós, e um bom começo, com certeza, são as eleições de outubro próximo. É preciso escolher bem, buscando, entre os candidatos, aqueles que efetivamente tenham compromisso com o país, com Minas Gerais e com a indústria.

 

“As metas que estabelecemos são ousadas, mas são factíveis e vamos trabalhar para alcançá-las.”

Palavra do Presidente

Olavo Machado Junior
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – Sistema FIEMG

Publicado no jornal Estado de Minas do dia 5/4/2018

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