Palavra do Presidente

23/02/2017

Educação campeã

por Olavo Machado Junior

A educação está no DNA do Sistema FIEMG. O investimento e a busca constantes por ensino de qualidade e inovador trazem resultados positivos para a indústria mineira. Sempre em parceria com os sindicatos filiados, formamos, anualmente, milhares de trabalhadores preparados para construir o futuro de Minas Gerais.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), criado em 1942, e o Serviço Social da Indústria (SESI), em 1946, integram o Sistema Indústria desde seus primeiros anos. Com eles, oferecemos ensino profissionalizante e    educação básica. Aqui, é importante frisar: a atuação histórica, de mais de sete décadas, só sobrevive com sucesso graças à ousadia de buscar, de maneira perene, mudanças que tragam resultados práticos para nossas empresas.

Para isso, escolhemos o caminho da tecnologia e da inovação. Exemplos dessa escolha são os projetos de educação integral e torneio de robótica, desenvolvidos nas escolas do SESI. Desde 2013, alunos de 9 a 16 anos são desafiados a criar soluções, com peças de Lego e pequenos robôs, para situações reais. De forma descontraída, estimulamos a criatividade e o gosto pela ciência, pela matemática e pelas engenharias. Vale destacar que os estudantes contam com a parceria da indústria mineira, que começa desde a educação básica.

As recentes transformações na educação, vividas nas 43 escolas do SESI-MG já trazem resultados. No Enem, principal porta de entrada para as universidades federais, das 20 primeiras colocações, considerando que são 277 escolas SESI no Brasil, 15 saíram de Minas Gerais. Ao todo, comemoramos, de 2011 a 2015, 2.169 aprovações.

E as notícias que começamos a receber dos candidatos que prestaram vestibulares ou fizeram o Enem no final de 2016 nos enchem de expectativa. Do SESI de São João del-Rei, saiu o 1º lugar em Engenharia de Controle e Automação na Universidade Federal de Lavras (UFLA). Na mesma unidade, comemoramos o 4º lugar em Engenharia de Minas na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), além de aprovações em Mecânica (7º lugar) e Matemática na universidade federal do município (UFSJ). Há ainda resultados    positivos em Tecnologia da Informação no Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (Ifet).

Da unidade de São Gonçalo do Sapucaí, vêm os primeiros colocados em Engenharia de Alimentos do IFMG e em Letras da UFLA, além do 2º em área básica de ingresso nas engenharias e do 4º em Ciências Biológicas, ambos na UFLA. Da mesma escola vem o 8º lugar em Engenharia Biomédica no Inatel. De Pouso Alegre, também já tivemos boas notícias. Vem de lá o 5º lugar em Engenharia Química no IFMG e o 6º lugar em Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), além de uma aprovação na USP, em Engenharia Agrônoma. Tudo isso é uma amostra dos profissionais com os quais a indústria mineira poderá contar nos próximos anos.

No SENAI, trilhamos o mesmo caminho. Não por acaso, o maior investimento (em curso) na área de inovação em Minas Gerais é do Sistema FIEMG. No Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) do Horto, em Belo Horizonte, estão sendo aplicados R$ 150 milhões. Em Itajubá, estamos erguendo o maior laboratório de eletricidade de alta potência da América Latina, com recursos da ordem de R$ 400 milhões.

No CIT, abrigamos o Laboratório Aberto: um ambiente de aprendizado criado para receber pessoas com diferentes perfis e habilidades. Está lá um espaço para prototipagem rápida, onde engenheiros do SENAI construíram, nos últimos meses, duas próteses para crianças que nasceram com má formação de membros superiores. Em agosto passado, a menina Maria Luiza Scheidegger, de apenas 3 anos, realizou o sonho de andar de bicicleta com a ajuda de um braço de bioplástico impresso em 3D. Neste janeiro, foi a vez de Mateus Moreira, de 11 anos, bater bola com o goleiro Fábio, do Cruzeiro, usando uma mão desenvolvida em parceria com a empresa 3D Lopes. São todos produtos inovadores de uma indústria responsável.

Se depender do SENAI-MG, mão de obra para continuar construindo-a não vai faltar. São 87 escolas. De 2011 a 2016, formaram-se mais de 403 mil trabalhadores bem preparados. Comprovamos: na mais recente edição da WorldSkills (2015), maior competição mundial na área do ensino profissionalizante, o Brasil sagrou-se campeão com a participação fundamental do nosso estado. Das 27 medalhas conquistadas pelo país, sete vieram de alunos do SENAI-MG.

Juntos, SESI-MG e SENAI-MG promovem, ainda, a Escola Móvel. O projeto, criado em 2011, já passou por mais de 300 cidades e formou quase 47 mil pessoas. Seu objetivo é oferecer cursos de curta duração em dezenas de ofícios. Sem exigir qualificação prévia, criamos condições para que os estudantes, de qualquer idade, possam gerar renda própria no local onde vivem. Resgatamos dignidade e autoestima, movimentando a economia mineira.

Neste mês, no último dia 12, a FIEMG completou 84 anos de história. Nestas mais de oito décadas, atuamos, sempre, com a certeza de que a importância de uma entidade de classe se mede pelos resultados que é capaz de oferecer aos seus representados. E sabemos: somente com educação de qualidade construímos empresas competitivas e preparadas para o mercado global. É o que buscamos em parceria com os 138 sindicatos de nossa indústria.

 

 

(...) "somente com educação de qualidade construímos empresas competitivas e preparadas para o mercado global".

Palavra do Presidente

Olavo Machado Junior
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – Sistema FIEMG

Publicado no jornal Estado de Minas do dia 23/02/2017

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