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A quarta revolução industrial já está acontendo

Tecnologias inteligentes impactam todos os segmentos

Quando se fala na quarta revolução industrial, pensa-se tratar de um futuro ainda distante. Na realidade, ela já está acontecendo no mundo todo e impacta o mercado consumidor, os empregos em todos os segmentos e a comunidade em geral. Para falar sobre estas alterações no modo de produção e na maneira como se organizam todos os aspectos da sociedade, a FIEMG Regional Alto Paranaíba promoveu, no dia 03/04, o Workshop Indústria 4.0.

O palestrante foi o Gerente de Educação para Indústria do Sistema FIEMG, Ricardo Aloysio e Silva. Especialista em Engenharia de Projetos Industriais, Sistemas de Gestão Integrados  e Gestão Estratégica de Instituições de Ensino e Tecnologia, ele enfatizou que a chamada “Quarta Revolução” ou “Manufatura Avançada” está muito mais presente que imaginamos, e é urgente que as indústrias e os serviços, em geral, busquem se adequar para essas novas tecnologias.

Durante a exposição, Ricardo Aloysio fez um relato histórico das revoluções industriais que aconteceram no mundo: a primeira com a máquina a vapor; a segunda, a da eletricidade; a terceira, do computador, da microeletrônica e das telecomunicações e, agora, a quarta, da digitalização de toda a produção.

Ele abordou dez tecnologias habilitadoras deste novo cenário: a simulação (que permite fazer um protótipo de um produto e testá-lo, antes de iniciar produção em escala); a integração de sistemas e máquinas (máquina trocando dados com máquina); a Internet das Coisas (equipamentos conectados à rede que possibilitarão a rastreabilidade e o ciclo de vida de cada produto); a cibersegurança (sistemas de segurança na transmissão de dados); a computação na nuvem (para armazenamento de dados, sem ocupar espaço em computadores/servidores locais); a realidade aumentada (sobreposição de dados reais, como imagens de vídeo, com dados virtuais, por exemplo, projeção de gráficos, desenhos e modelos sobre as imagens), o Big Data (todas as pessoas e equipamentos gerando dados sem interrupção, que levam computadores e máquinas a cálculos e previsões muito precisas); a Impressão 3D; o Robô Colaborativo (robôs, máquinas e sistemas que trabalham em conjunto com as pessoas, reagindo e ajustam automaticamente suas ações) e a Inteligência Artificial Cognitiva (as máquinas terão condições de aprender ao longo de sua vida útil, e tomar decisões baseadas em programações).

Segundo Ricardo Aloysio, é uma revolução de TI – Tecnologia da Informação. “É a mais barata, uma vez que não exige um grande investimento em equipamentos novos para as indústrias. Pode ser adaptada aos equipamentos atuais”, disse.

Com relação aos empregos, ele apontou que surgiram novos pontos de trabalho voltados, especialmente, para as áreas de Computação, Matemática, Arquitetura e Engenharia. Com as novas tecnologias, profissões somem, entretanto, outras surgem ou se modificam para atenderem o mercado.

O presidente da FIEMG Regional Alto Paranaíba, João Batista Nunes Nogueira, destacou que é fundamental que se busquem novas competências e novos modelos de negócios para a sustentabilidade dentro desta evolução industrial. “Não é só para a indústria, mas por serem tecnologias muito ágeis e avançadas, poderá ser adotada por empresas e instituições de um modo geral. Representa ganhos em produtividade e em confiabilidade da informação, e consequentemente, aumenta a competitividade das indústrias/empresas”, acrescentou.

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