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Entidades iniciam projeto de Encadeamento Produtivo, em Patos de Minas

Ação é resultado de parceria entre Siamig, Sindimetal, Sinduscon, Sebrae Nacional e Petrobrás

Empresários de Patos de Minas dos setores metalmecânico e da construção civil receberam a primeira ação do Projeto de Encadeamento Produtivo do Setor Sucroenergético. Este projeto foi proposto para atender uma demanda das usinas de açúcar e álcool, localizadas na região do Triângulo Mineiro. É uma ação conjunta entre o Sebrae Nacional, o Siamig e a Petrobrás, com apoio regional do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Sindimetal (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico) e Fiemg Regional Alto Paranaíba.

Diagnóstico feito no setor identificou que pequenas empresas não cumpriam as exigências das grandes companhias, nas demandas por bens e serviços. Após a identificação desta necessidade, o Sebrae e instituições parceiras implementaram ações que preparam pequenas empresas para atenderem aos requisitos demandados pelas grandes empresas e aproximam demandantes e ofertantes. A participação no Programa Nacional de Encadeamento Produtivo gera benefícios para ambos os lados. Todos os empreendedores se beneficiam com o aumento de competitividade, melhores preços, flexibilidade, agilidade, redução de custos, produtividade, mais empregos, entre outros.

A coordenadora executiva do Sinduscon e do Sindimetal em Patos de Minas, Michele Donato, destacou que, diante disso, o Sebrae de Uberaba, percebendo o nível de maturidade das indústrias de Patos de Minas, apresentou a proposta de estender o projeto para o município, a fim de beneficiar também, novas indústrias.

O projeto terá um investimento de cerca de R$ 1 milhão, com um cronograma de ações de dois anos. Michele Donato informou que foram disponibilizadas 16 vagas para o Sindimetal e para o Sinduscon de Patos de Minas. “Tivemos a adesão imediata das indústrias: Allpra Construções; Engeman Engenharia; Açofama Indústria e Comércio, Dante Molas; Tetum Engenharia, Empa Estruturas Metálicas, Resende Diesel; Setta Energy; Queiroz Malheiro Construtora; BRX Industrial; Trucks Helio; Montesme ; JBNN & Associados Consulting; Retífica Somotor; Oficina do Baiano e Flexcon Estruturas Metálicas.

”Como é um grupo bem heterogêneo, teremos momentos em que as indústrias serão tratadas de maneira coletiva; outros em que receberão orientações por setor; e outros em que terão orientações individualizadas, em consultorias exclusivas”, adiantou. O cronograma do projeto prevê ainda, missões empresariais a cada três ou quatro meses, em visitas a grandes usinas, para se estabelecer novos relacionamentos comerciais.

“As ações acontecerão de forma continuada, e em breve, será disponibilizado o calendário para as empresas. Espera-se que os empresários e gestores aproveitem bem as capacitações e consultorias de forma a se alcançar os resultados esperados”, salientou.

Para o presidente do Sindimetal, Lisandro de Queiroz Bicalho, é grande a satisfação em fazer parte desse projeto e facilitar o acesso a um programa de capacitações e consultorias tão completo, aos nossos associados. “Em momentos de crise, a qualificação e o melhor gerenciamento dos setores podem ser a saída ideal para suportar a pressão, se manter no mercado e atender a demanda dos grandes empreendimentos. Serão abertas novas possibilidades de celebração de negócios, o que dinamiza a economia, fortalece a cadeia produtiva e estimula a nossa produção local. Isso é muito importante”, reforçou.

A primeira ação foi o curso de Gestão por Indicadores, para empresários e gestores, ministrado pelo consultor Júlio Máximo. Foram três dias de aulas teóricas, totalizando 12 horas e ainda, uma série de visitas para consultorias individuais. Ele destacou que a gestão moderna é baseada no controle dos números. “É uma técnica antiga, mas que ganha importância nos tempos atuais, por ser dinâmica. As decisões têm que ser tomadas com base em números reais”, acrescentou.

De acordo com ele, durante o curso foi repassada a metodologia de forma a preparar as empresas para alinhar os indicadores com a estratégia, criando ferramentas de medição que levem ao resultado esperado. “Mesmo que o negócio tenha sido iniciado sem um planejamento estratégico, para se superar o cenário atual, mais volátil, é preciso ter planejamento e estratégia bem definidos”, orientou.

Ele salientou que, as empresas já trabalham com indicadores, no entanto, quando eles estão mais claros e definidos, fica mais fácil alinhar a equipe do empresário com o que ele quer para que tenha resultado mais seguro.

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