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Mailson da Nóbrega mostra otimismo em palestra promovida pela FIEMG em comemoração ao Dia da Indústria

Durante o evento os participantes discutiram sobre perspectivas para o Brasil

“A crise brasileira é política e não econômica, mas o país tem condições para sair dela”. Esta foi uma das conclusões da palestra que o ex-ministro Mailson da Nóbrega fez na sede da FIEMG Regional Rio Doce, ontem (6) durante o Seminário “Construindo rumos para o Brasil”.

O evento faz parte das comemorações do Dia da Indústria e, durante a manhã, Nóbrega comentou sobre o panorama econômico e político do país. “Vou mostrar que o Brasil tem saída. Oficialmente, o país saiu da recessão. A inflação está em queda, o que abre espaço para a queda de juros e a volta da confiança”, analisou Nóbrega, prevendo que o desemprego começa a cair “pra valer” a partir de julho. 

Ele também listou alguns fatores que podem trazer instabilidade como a cassação da chapa Dilma-Temer, o adiamento da reforma da previdência e a situação fiscal dos estados. Ele avalia, no caso das aposentadorias, se nada for feito, haverá uma reversão rápida das expectativas do mercado. Isso acarretará um recrudescimento da crise, com possibilidade de volta da hiperinflação. “Caso haja um colapso financeiro dos estados, como o Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Minas Gerais, o Governo Federal vai ter que socorrer. Não existe outra saída”, disse. 

Há, porém, conquistas que não se perderão de uma hora para outra, ponderou Nóbrega. Ele diz estar convencido de que não haverá retrocessos. Avalia que as instituições estão sólidas, o país tem uma base industrial complexa e sofisticada, a democracia está consolidada, o Judiciário é independente, as investigações estão ocorrendo de forma autônoma e a imprensa é livre. “Nossos setores agrícola e financeiro são tecnologicamente sofisticados. O Brasil pode dobrar a área de plantação de grãos sem precisar derrubar uma única árvore”, disse o ex-ministro, que apontou como desafios para o crescimento o aumento da produtividade do trabalhador brasileiro e a melhoria da educação. 

A tecla da baixa produtividade do trabalhador brasileiro também foi tocada pelo superintendente de Ambiente de Negócios da FIEMG, Guilherme Leão. Antes, ele mostrou números que comprovam a queda de participação do Brasil no comércio internacional de manufaturados. Além de perdermos espaço no mercado externo, também estamos vendo nossa competitividade diminuir no mercado interno. No quesito competitividade, estamos acima somente da Venezuela. “Competitividade é preço mais qualidade. A produtividade é essencial para o desenvolvimento de toda a indústria e melhoria dos salários”, disse Guilherme Leão, encerrando sua participação exibindo um vídeo sobre as ações do Programa de Competitividade Industrial Regional (PCIR). 

A gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEMG, Rebecca Macedo, e o superintendente de Defesa da Indústria, Adair Evangelista Marques, encerraram o evento relatando o trabalho de suas áreas em prol do desenvolvimento da indústria mineira. Rebecca Macedo explicou que parte do trabalho de seu setor é fortalecer a indústria não só no estado, mas também internacionalmente, atraindo investimentos nacionais e estrangeiros. “Em 2016 fizemos mais de 12 mil atendimentos, que geraram R$ 12 milhões em negócios. Trabalhamos com 39 países e trouxemos 88 empresas estrangeiras para conhecer Minas”, listou.

A Presidente da FIEMG Regional Rio Doce, Rozâni Azevedo, comemorou os resultados do evento. “A participação dos nossos empresários e industriais foi fundamental nesse dia, já que são essas pessoas que tem unido forças ao poder público, para que a cidade se desenvolva. Estou muito satisfeita com os resultados desse dia. A FIEMG reafirma, mais uma vez, seu papel de defender, a todo tempo, valores e ideais em benefício das nossas indústrias, para quer elas cresçam, se fortaleçam e se tornem, dia após dia, mais competitivas”, concluiu.

Fotos: Leonardo Morais.

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