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Reunião setorial do SINDIEXTRA foi sediada em Pouso Alegre

Encontro esclareceu dúvidas em questões jurídicas e outros temas relacionados ao setor de agregados

A FIEMG Regional Sul foi sede, na última quarta-feira (16/05), da reunião setorial do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais – Sindiextra. O público-alvo da reunião foram diretores, gerentes de minerações/pedreiras e areias da região.

“O trabalho do SINDIEXTRA na Região Sul é aproximar os produtores de areia e de brita, trazendo eles para conhecer a casa da FIEMG, conhecer um pouco do sindicato, e estreitar este canal de comunicação. Nosso principal objetivo é transmitir conhecimento e experiência, buscando cada dia mais profissionalizar essas empresas e nivelar o conhecimento entre os produtores. Já temos grandes empresas da região que são altamente qualificadas e participam ativamente do sindicato, agregando conhecimentos e experiências. A idéia aqui é compartilhar com os outros produtores o que estamos fazendo e principalmente mostrar que existem demandas e interesses comuns entre as empresas. O objetivo do sindicato é esse, defender uma bandeira para o setor, esse é o nosso foco. Estou muito feliz com a adesão do evento, esperávamos quase 20 pessoas e já estamos com 35 participantes. Fomos prestigiados por produtores de outras regiões, Uberlândia (600km), Belo Horizonte (400km) e Divinópolis (350km), isso mostra que o grupo está cada dia mais unido e buscando estreitar esse relacionamento cada vez mais.”, pontuou Gustavo Lannna, Diretor da Mineração Martins Lanna, Mineração Bela Vista, Diretor do SINDIEXTRA e Presidente do conselho da ANEPAC.

A reunião, que trouxe como tema ‘Agregados para a Construção Civil’, foi uma iniciativa do Sindiextra em parceria com a ARS – Assessoria de Relações Sindicais. Usado no Brasil para identificar um segmento do setor mineral de produção, o termo “agregados para a construção civil” identifica quem produz matéria-prima mineral bruta ou beneficiada de uso na indústria da construção civil.  Os agregados são utilizados em misturas como o concreto e a argamassa para serem empregadas. Esses agregados, areia e pedra britada, presentes em obras e construções, além de favorecerem a melhoria de qualidade de vida de vários setores da população em moradias, escolas, vias, geração e distribuição de energia dentre outros, são matérias-primas fundamentais para o desenvolvimento urbano e econômico do país.

Para Pablo Cesar, Superintendente do DNPM de Minas Gerais, “hoje foi muito importante essa vinda aqui no Sul de Minas, na cidade de Pouso Alegre a convite do Gustavo Lanna e também do Presidente do SINDIEXTRA Sr. Fernando Coura, para estarmos conversando com os mineradores da região, principalmente os mineradores das pedreiras e dos areais do Sul de Minas, para estarmos entendendo a demanda deles perante ao DNPM e perante a Agência Nacional de Mineração. É importante entender o que é mais importante aqui na mineração da região para que a gente possa buscar soluções dentro do órgão para liberar, para destravar as portarias de lavras as guias de utilização, os relatórios finais de pesquisa e entender como que está funcionando a mineração aqui no Sul de Minas”.

Os agregados para a indústria da construção civil são os insumos minerais mais consumidos no mundo e os números no Brasil não são diferentes: foram 741 milhões de toneladas consumidas no país; 3.100 empresas (80% de areia e 20% de pedra britada); 75 mil empregos diretos e 250 mil indiretos. A média de consumo mundial é de 5 toneladas por habitantes e no Brasil o consumo gira em torno de 3.7 toneladas por habitante. 

Uma das palestras do encontro foi com a Dr.ª Luciana Charbel, da Gerência de Relações Trabalhistas do Sistema FIEMG, que falou sobre a nova lei trabalhista e a convenção coletiva do setor extrativo. “Hoje pude abordar como a Reforma Trabalhista está impactando a Convenção Coletiva do SINDIEXTRA, que abrange empresas do setor extrativo em todo o estado. Na minha opinião, o principal ganho com a Reforma Trabalhista foi a valorização da negociação coletiva de trabalho. Hoje o espaço para negociação é muito grande, ou seja, através da negociação coletiva pode-se até negociar em algumas matérias, de forma diferente do previsto em lei, ou seja, a negociação coletiva pode prevalecer sobre a lei. É realmente um instrumento poderoso que os sindicatos têm e que devem realmente utilizar”, explicou Luciana Charbel.

“O nosso objetivo aqui é nos inteirarmos das novidades de mercado e de custo igual o Gustavo Lanna disse. As perspectivas de mercado e os trabalhos que a FIEMG vai desenvolver para ajudar o nosso setor de mineração e agregados”, Francisco Eugênio - Engenheiro de Minas do Grupo MBL

“Nossa empresa está completando 40 anos, então é um mercado que a gente conhece um pouco. Esse trabalho hoje é um marco no nosso setor, eu nunca tinha visto uma organização desse jeito com o apoio da FIEMG. Acredito que daqui pra frente é um trabalho de conscientização dos produtores de agregado pra gente mudar realmente a realidade do setor com o apoio da FIEMG e com o apoio do SINDIEXTRA e estamos torcendo para que realmente seja um avanço”, disse Aline de Barros Santos Brito, da Britasul.

Após as palestras, os participantes puderam tirar suas dúvidas e trocarem conhecimento entre eles e os palestrantes.

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