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FIEMG discute perspectivas da economia em Uberlândia

Evento marca início de uma série de ações pelo interior do estado para discussão dos rumos políticos e econômicos do país

Construindo rumos para o Brasil. As Perspectivas da Economia Brasileira foram os temas centrais da palestra do economista e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, em Uberlândia, nesta quinta-feira, 1º de junho. O evento, que integra as celebrações do Dia da Indústria, comemorado no último dia 25 de maio, inicia uma série de ações feitas pelo Sistema FIEMG por todas as regiões do estado que visam discutir o desenvolvimento do país política e economicamente.

Segundo o presidente do Sistema FIEMG, Olavo Machado Junior, além de celebrar a principal data do segmento, o Dia da Indústria, os eventos por toda Minas Gerais põem em discussão importantes temas de interesse do setor industrial.

“O evento de hoje marca nossa homenagem à Uberlândia e aos empresários da região. Além disso, com esse debate de ideias, pretendemos promover assuntos que contribuam para o desenvolvimento da Indústria Mineira e, consequentemente, o desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil,” pontuou.

Everton Magalhães, presidente da FIEMG Regional Vale do Paranaíba, destacou a iniciativa de em trazer para o Triângulo discussões imprescindíveis para a o setor industrial e pontuou que uma das armas para uma Indústrias mais competitiva é a informação de qualidade.

Já Maílson da Nóbrega afirmou que apesar de todos os problemas políticos e econômicos trazidos pelas sucessivas crises enfrentadas pelo país, o Brasil tem tudo para sair fortalecido de todo esse processo.

O ex-ministro, porém, alertou para algumas incertezas que rondam o futuro do Brasil como a operação Lava-Jato e seu efeito no capital político de Michel Temer, o julgamento da chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a respeito de financiamento ilegal de campanha, a crise nos estados e a rejeição ou forte descaracterização da Reforma da Previdência. Nóbrega também pontuou dois momentos críticos para a saída da crise. São eles a reforma da previdência, que, segundo ele, caso derrotada colocará o Tesouro em rota de insolvência e as eleições de 2018.

“O país dá sinais positivos de que já caminha para a saída da recessão. Vemos uma recuperação da confiança; redução da inflação para, aproximadamente, 4% em 2017 e 4,35% em 2018; e dos juros para menos de um dígito; além do impulsionamento do crescimento causado pelo setor agropecuário. Entretanto, todas essas incertezas e possíveis momentos críticos devem sempre estar em pauta,” finalizou.

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