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ISI-CEDIIEE participa do Projeto Forte da FIEMG

Implantação do Instituto SENAI de Inovação em Itajubá trará ao país infraestrutura voltada para P&D&I. Empresas se preparam para fornecimento ao projeto

Sebastião Jacinto Júnior

A implantação do Instituto SENAI de Inovação, em Itajubá, no Sul de Minas, vai gerar oportunidades de negócios para a indústria mineira. O Instituto Senai de Inovação - Centro Empresarial de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Elétrica e Eletrônica (ISI-CEDIIEE) participou nesta quarta-feira (11/10) do Projeto Forte da FIEMG para apresentar as próximas contratações.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou em agosto/2017 o financiamento de R$ 122,8 milhões para o projeto. O investimento total no empreendimento é de R$ 450 milhões, sendo que R$ 76,1 milhões já tinham sido aprovados em 2014.

O encontro também visa deixar mais transparente ainda os próximos editais que serão lançados para que os fornecedores se preparem. “Estamos mostrando as projeções de como serão feitas as compras. É muito importante a presença dos fornecedores aqui porque eles serão subcontratados pelo empreiteiro da obra. O conceito de divisão em partes foi feito depois de estudos para possibilitar a participação de pequenas empresas”, diz o presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares no Estado de Minas Gerais (Sinaees-MG), Ricardo Vinhas.

Segundo a coordenadora do ISI-CEDIIEE, Gilmara de Oliveira, o complexo em Itajubá ocupará uma área de 210 mil metros quadrados, sendo 60 mil m2 de área útil. Pioneiro na América Latina no que se refere à pesquisa e desenvolvimento de novos equipamentos na área, o local contará com dez galpões de 450 m2 cada, destinados à parceria com o meio acadêmico. A integração com as universidades da região foi um dos fatores que pesou para a escolha do município. “Itajubá foi escolhida por ser um polo com várias indústrias do setor e um meio acadêmico voltado para a engenharia. Está nesse triângulo formado entre Minas, Rio de Janeiro e São Paulo. E ainda por ter uma subestação com capacidade de fornecer energia necessária particularmente para os ensaios de curto-circuito. Não há na América Latina nenhum laboratório que use esse equipamento nos testes de curto-circuito, que é um dos mais demandados pela indústria”, diz.

O projeto deve ser entregue no máximo em 2020. “Em termos de obras, a terraplenagem, a camada asfáltica e a drenagem estão finalizadas. A próxima obra, que já foi licitada, é a construção da subestação, que começa em novembro. O primeiro edital a ser lançado será o do laboratório de alta potência, que é a ‘cereja do bolo’, o principal laboratório. E logo depois, a parte de construção civil”, detalha Oliveira.

O projeto é desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), FIEMG e o Sinaees-MG e conta com parceria do governo de Minas Gerais.

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