Notícias

Índice de confiança do setor de TI mostra empresários cautelosos

Pesquisa também revelou baixo conhecimento da Lei 13.429/17, que trata da Terceirização

O índice de confiança do setor de TI registrou 50,8 pontos em abril/17, o que indica empresários cautelosos. O dado está na pesquisa Indica TI divulgada no dia 13/06 pela FIEMG e pelo Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais (Sindinfor).

A pesquisa investiga o nível de confiança dos empresários do setor da Tecnologia da Informação (TI), a evolução e a prospectiva dos negócios. O indicador varia de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos revelam confiança dos empresários.

Houve recuo de cinco pontos em relação à pesquisa de outubro/16 (55,8 pontos). No entanto, as perspectivas para os próximos seis meses são otimistas. “Os dados mostraram que os últimos seis meses foram ruins, mas que estamos num momento de retomada e com expectativas de aumento na demanda e elevação das contratações. Se há intenção de contratar, fica claro que tem pedidos em carteira”, diz o superintendente de Ambiente de Negócios da FIEMG, Guilherme Velloso Leão. 

A elevada carga tributária lidera o ranking dos principais problemas enfrentados pelas empresas de TI, desde o início da pesquisa. A inadimplência dos clientes e a demanda insuficiente também foram entraves destacados pelos empresários do setor. 

A terceirização foi o tema especial abordado nessa edição. Boa parcela dos empresários (48,2%) considera baixo o seu conhecimento em relação ao tema (Lei Ordinária 13.429/17). Já 45,5% consideram satisfatório o nível de conhecimento da Lei que dispôs sobre a terceirização e apenas 6,4% dos entrevistados revelam um alto conhecimento da legislação. 

“Quase 50% informaram o baixo conhecimento sobre a lei, o que mostra que ainda não está bem entendida pelas empresas e sugere a importância do trabalho de orientação e apoio às empresas para que vejam as oportunidades, os cuidados e os riscos”, observou. 

Entre as empresas de TI, 47,3% já tiveram seus serviços contratados de forma terceirizada e 64,5% contrataram serviços terceirizados. Cerca de 80% pretendem manter ou aumentar a utilização de serviços terceirizados nos próximos anos. Para 87% das empresas, a redução de custos é o principal motivo para a decisão de terceirizar. 

O serviço mais terceirizado pelas empresas de TI é o de consultoria técnica (94%). A insegurança jurídica foi indicada por 57% das empresas como o principal entrave ao processo de terceirização.

A qualidade dos serviços inferior à esperada e a fiscalização trabalhista também foram citadas como obstáculos à terceirização. 

Ainda assim, apenas 35% dos entrevistados verificam se a empresa contratada cumpre os encargos trabalhistas, e 42% das empresas conferem se a contratada proporciona aos terceirizados o mesmo tratamento dado aos trabalhadores da sua empresa.  

“Há um grupo relevante que já está presente no setor de TI. 64% já contratam serviços terceirizados. Existe um movimento natural do mercado. A Lei não trouxe algo completamente novo. As empresas já adotavam algumas terceirizações, mas com completa insegurança jurídica”, destacou. 

Confira a íntegra do Indica TI 2017. 

Últimas notícias

  1. Concurso de redação incentiva reflexão sobre a importância do leite para uma alimentação saudável

    Leia

  2. Vale do Aço participa da Feira Brasil Offshore

    Leia

  3. Avicultor 2017 aposta no modelo inaugurado na edição anterior

    Leia

  4. Câmara da Indústria de Base Florestal avalia panorama econômico do setor

    Leia

  5. Intersind realiza Encontro Regional de Regularização Ambiental

    Leia

  6. FIEMG promove Encontro Mineiro de Atualização em Negociação Coletiva

    Leia

  7. FIEMG promove seminário para aproximar empresas mineiras do mercado britânico

    Leia

  8. Atuação Articulada muda cultura de sindicatos

    Leia