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Vale da Eletrônica aposta nas feiras e missões

Eventos são as principais vitrines para os produtos do setor eletroeletrônico

Para o Vale da Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, a inovação é uma questão de sobrevivência. As empresas enxergam na participação de feiras e missões a chance de inovar, explorar novos nichos e impulsionar negócios. “A Exposec garante o faturamento do ano de muitas empresas do Vale da eletrônica. A feira dá uma injeção de ânimo para inovar. Não adianta chegar lá com produto do ano passado, porque vai perder a viagem”, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (SINDVEL), Roberto Souza Pinto.

A Exposec, Feira Internacional de Segurança, que aconteceu nos dias 22 e 24/5, em São Paulo, contou com a participação de 16 empresas, entre elas a Alarmes Santa Rita, Citrox, Giga, Intelbras, JFL, Líder Indústria Eletrônica, MCM, Megatron, TDM e TEM Indústria Eletrônica. “A força da feira é muito mais que emitir pedidos. Ela movimenta a economia e dita metas para o próximo ano”, diz Roberto Souza Pinto, que também é proprietário da Alarmes Santa Rita.

Para Roberto, as feiras são oportunidades imperdíveis para fechar negócios. “As novas tecnologias permitem a comunicação instantânea. Antigamente, uma carta era despachada em navios, que poderia gastar até 40 dias para chegar ao destino. Hoje, comunicamos com imagem, voz e texto on-line. Mas, quando se trata de fechar negócios, nada disso sobrepõe ao contato pessoal e ao olho no olho. Essa chance está nas feiras e nas missões comerciais”, afirma.

Entre as 150 empresas do Arranjo Produtivo Local (APL), 39 produzem equipamentos de segurança patrimonial e residencial, que abastecem mais de 70% do mercado brasileiro. Entres os produtos estão rastreadores veiculares ou portáteis com monitoramento em tempo real, 24 horas, com acesso por nuvem e interfones inteligentes, com vídeos porteiros sem fios. “O visitante que aciona o botão da campainha aparece em telas de até cinco celulares. O usuário pode apenas ver ou falar com quem bate à sua porta sem sair da sua cama ou de qualquer parte do mundo”, explica.

A tornozeleira eletrônica usada para monitoramento no sistema carcerário, produzida pela Alarmes Santa Rita, é um dos destaques entre as inovações do último ano. O dispositivo de segurança, que tem apenas 279 gramas é à prova d’agua, antialérgica, anti-chamas, além de ser mais eficiente e confiável. Ela funciona com sistema de localização via satélite, tem cobertura em todo o mundo e permite redução de custos para o Estado.

O Vale da Eletrônica também está presente nas feiras internacionais, como a NAB Show, na cidade de Las Vegas (Estados Unidos), que acontece em abril. Outra feira fundamental para o segmento é o Encontro Nacional de Provedores da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), que começou no dia 5 e se encerra no dia 7/6, em São Paulo. O evento é voltado para os provedores regionais de banda larga fixa.

“O foco é vender produtos de radiodifusão brasileiros. Dezessete países no mundo já foram convencidos a utilizar o padrão brasileiro”, diz. Segundo o empresário, o Brasil vem se destacando na fabricação de tecnologias de transmissão de TV e rádio digital. “O Vale da Eletrônica está tão avançado nesse setor, que se um investidor, da área de TV ou rádio, quiser comprar um sistema completo, encontrará no APL toda a cadeia produtiva, desde antenas, softwares de gestão e entretenimento, transmissor digital, rádios de telemetria para monitoramento, câmeras, estúdios completos até torres”, assegura.

Hoje (6/6), os participantes do Projeto Setorial Eletroeletrônicos do Brasil estão em uma missão comercial nos países de Honduras e Guatemala. O projeto é uma parceria entre o SINDVEL e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e tem como objetivo ampliar a participação das empresas brasileiras do setor eletroeletrônico, exportadoras ou com potencial de exportação no mercado internacional.

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