Notícia

“É hora de retomar a economia em Minas Gerais”, afirma Flávio Roscoe

Presidente da FIEMG discute a retomada com membros do Conselho de Micro e Pequenas Empresas

“A retomada da economia em Minas Gerais” foi o tema da reunião do Conselho de Micro e Pequenas Empresas da FIEMG. O evento, on-line, foi realizado no dia 23/06 e teve a participação de Mateus Simões, secretário-geral do Governo do Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe, presidente da FIEMG e Alessandro Flávio Barbosa Chaves, representante do SEBRAE-MG. “Ainda não estamos em um céu de brigadeiro, mas a retomada já é possível. Não da maneira como gostaríamos, mas hoje a situação está muito melhor do que no início da pandemia isso graças, principalmente, a sinergia entre o setor produtivo e as esferas estaduais e federais”, afirmou Alexandre Mol, presidente do colegiado, no início do encontro.

“Iremos conviver com a pandemia ainda por vários meses, mas acredito que agora é hora de retomar a economia”, afirmou Roscoe. O líder industrial ponderou que, com quase 100 dias de fechamento do comércio em Belo Horizonte, a cidade vive uma situação trágica, com pessoas desempregadas e desalentadas. “Não é a retomada consciente da economia que irá propagar o coronavírus e precisamos trabalhar com a prevenção”, afirmou. “Precisamos utilizar as ferramentas que estão sendo disponibilizadas, como o álcool gel. O pior da crise já passou, que foi quando não conhecíamos e nem sabíamos como combater a pandemia”, ressaltou o empresário.

“A retomada da economia em Minas Gerais está mais evidente do que em outros estados devido as iniciativas do governo estadual”, afirmou Roscoe, lembrando que no início da crise causada pela Covid-19, o governador Romeu Zema foi sensível e declarou as indústrias como essenciais para o estado. “As indústrias continuaram a operar e não tivemos nenhum grande caso de contaminação”, disse.

Segundo o empresário, a consequência foi de que a indústria nacional recuou 19% e o em Minas foi de 15,5%. “Não é bom, mas é melhor do que o restante do país. Quanto menos um setor parar, mais fácil será para retomar”, afirmou citando que o setor produtivo também contou com o compreensão do governo federal. “A MP 936 preservou milhares de empregos em todo o país”, disse. “Em nossa análise já houve um grande fechamento no início da crise, mas agora as pessoas estão entendendo que o lockdown não é a solução”, afirmou o presidente da Federação.

Já o secretário Mateus Simões fez um balanço de como o Estado mineiro lidou com a pandemia. Das 14 regiões do estado, seis delas estão em uma situação de incidência da doença. Quatro regiões estão com a taxa de ocupação de leitos próximo a 80% e quatro em que a propagação da doença é preocupante. “Somando todos esses fatores podemos perceber que o trabalho foi bem feito”, afirmou o secretário.

Entretanto, Simões ponderou que o ponto máximo de contágio deve ser no mês de julho. “Hoje acreditamos que não vai faltar leito devido a parceria com o setor produtivo, representado pela FIEMG, em ações de combate ao Covid-19”, disse citando a construção do Hospital de Campanha de Minas Gerais, a ampliação de leitos no Hospital Mater Dei e o conserto de respiradores.

Para Simões, a indústria é uma atividade essencial e dela depende a retomada da economia, pois além ser uma peça importante, é uma agente sensibilizadora de toda uma cadeia produtiva. “Precisamos reforçar a necessidade da utilização de máscaras, de álcool para higienizar as mãos e demais medidas de segurança. A indústria fala para toda uma cadeia, o que facilita a emissão da mensagem”, afirmou o secretário pontuando que, no fundo, as pessoas, como indivíduos, precisam entender a importância de se cuidar. “Sem isso, a crise pode se agravar”, finalizou.

Outro tema apresentado durante a reunião foi o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O assunto foi conduzido por Alessandro Flávio Barbosa Chaves, representante do SEBRAE-MG, que explicou que é um programa de governo federal destinado ao desenvolvimento das microempresas e empresas de pequeno porte. Ele foi instituído pela Lei nº 13.999, de 18 de maio de 2020 e tem como principais características a utilização de crédito para investimentos e capital de giro isolado ou associado ao investimento. “Desta maneira, as empresas poderão usar os recursos para adquirir máquinas, equipamentos, realizar reformas ou para pagar despesas operacionais, como pagamento de salário dos funcionários, de contas como água, luz, aluguel, compra de matérias primas, mercadorias, entre outras”, esclareceu.

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