Notícia

10 respiradores hospitalares, consertados pelo SENAI, voltam a Macapá

Quase 200 aparelhos já foram devolvidos

O voo saiu de Belo Horizonte na manhã da sexta-feira (17/04) rumo a Macapá. Os 10 respiradores hospitalares embarcados em BH foram consertados pelo Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) SENAI FIEMG. Toda a operação faz parte do esforço do SENAI, das Forças Armadas e empresas para ajudar no combate ao coronavírus em todo o país.

Com o remanejamento da malha aérea brasileira, durante o período de pandemia, Macapá está recebendo apenas um voo comercial semanal, às quintas-feiras, na linha Brasília/Macapá, Macapá/Brasília. Além disso, a capital do Amapá não tem ligação terrestre com nenhuma outra capital brasileira. Com a dificuldade de logística, o SENAI e as Forças Armadas estão trabalhando para transportar os equipamentos que podem salvar vidas no estado.

“O SENAI possui hoje a maior rede de apoio à inovação e ao aumento de produtividade na indústria, que está sendo colocada à disposição de toda sociedade brasileira neste momento em que o Brasil e o mundo enfrentam um grave problema”, explica o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

FORÇA-TAREFA

Até agora, o SENAI recebeu 1.229 ventiladores pulmonares. Ao todo, 194 já foram devolvidos. Cerca de 655 já estão em manutenção, 119 em calibração e 195 em triagem. O esforço faz parte de uma rede voluntária articulada pelo SENAI com grandes indústrias e instituições foi criada para consertar ventiladores pulmonares que estão sem uso em todo o país.

A Iniciativa + Manutenção de Respiradores, com pontos de manutenção gratuita em 19 estados, tem a participação de unidades do SENAI e dos parceiros ArcelorMittal, Fiat Chrysler Automóveis (FCA), Ford, General Motors, Honda, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e POLI-USP, Jaguar Land Rover, Mercedes- Benz do Brasil, Moto Honda, Renault, Scania, Toyota e Vale.

A ação conta com o apoio do Ministério da Saúde, do Ministério da Economia, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da Associação Brasileira de Engenharia Clínica (ABEClin). Além de realizar a manutenção, o SENAI treinou os funcionários dos parceiros.

Os hospitais que possuem respiradores parados podem solicitar o serviço no SENAI e a instituição ajuda interessados a encontrar os endereços dos pontos de manutenção. Para os locais onde não há pontos de reparo, há a possibilidade de enviar os equipamentos a pontos de reparo.

*Com informações da CNI

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