Notícia

Ampliação comercial entre Minas Gerais e o Chile

Oportunidades e benefícios do TLC – Tratado de Livre Comércio Brasil e Chile foram apresentados em seminário na FIEMG

A FIEMG, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-MG), em parceria com a Embaixada do Chile no Brasil, o ProChile e o Consulado Honorário do Chile em Belo Horizonte realizou nesta quinta-feira, dia 6 de junho, o Seminário Acordo de Livre Comércio Brasil e Chile: Oportunidades de Negócios para Minas Gerais.

O objetivo do seminário foi divulgar as oportunidades e benefícios do TLC – Tratado de Livre Comércio Brasil e Chile, que facilitará o comércio e os investimentos entre ambos os países.

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, ressaltou o bom relacionamento comercial com o Chile, sendo o segundo maior parceiro comercial do Brasil na América do Sul e importante destino de investimentos externos brasileiros. “O Brasil é um dos maiores exportadores para o Chile. Teremos mais vantagens competitivas no comércio, que poderão ser alavancadas com a assinatura do Acordo de Livre Comércio”, afirma. O líder industrial diz que o acordo é bem interessante e lembrou que ele não é só para venda de produtos, mas também de serviços. “Empresas brasileiras vão poder participar de licitações públicas no Chile, por exemplo, e vice-versa”, diz.

O cenário econômico chileno e as relações entre o Brasil e o Chile foram apresentados pelo embaixador do Chile no Brasil, Fernando Schmidt. “Há uma realidade dinâmica na política e na economia que o Acordo de Livre Comércio visa proteger e estimular ainda mais”, afirma. O embaixador contou que, em 2018, o Chile teve um crescimento de 4%, seu déficit fiscal foi reduzido, criou 150 mil vagas de emprego e surgiram 130 mil novas empresas. Fernando Schmidt ressaltou que existem oportunidades para as empresas brasileiras, já que o governo chileno anunciou investimentos para indústria química, infraestrutura, expansão de portos, tecnologias digitais, mineração, entre outros. “O Chile é um país de oportunidades e para facilitar isso negociamos e assinamos, em tempo recorde, o Acordo de Livre Comércio Brasil e Chile no ano passado. Cabe a nós retificá-lo para que entre vigor. O papel que a FIEMG pode desempenhar perante aos agentes de opinião pode ser bastante útil”, afirma.

Karina Canepa, chefe do Departamento América do Sul da Direção de Relações Econômicas Internacionais do Governo do Chile, apresentou o Acordo TLC – Tratado de Livre Comércio.

O novo Acordo de Livre Comércio Brasil - Chile, assinado em 2018, reafirma o compromisso com o livre comércio (tarifa zero) entre os dois países assegurado desde o Acordo Mercosul - Chile de 1996. Além disto, o Acordo aprofunda a cooperação bilateral em temas como a Contratação Pública, e de Cooperação e Facilitação de Investimentos. Os países assumiram compromissos para acelerar e reduzir os custos dos trâmites de importação, exportação e trânsito de bens. Foram definidos ações de integração e digitalização nos sistemas de registro e lançamentos de operações de comércio exterior (Portal único, ATA Carnet), além do reconhecimento automático do Operador Econômico Autorizado.

As relações comerciais Chile – Brasil foram expostas pelo diretor comercial do Escritório Comercial do Chile no Brasil – ProChile, Álvaro Camargo. O ProChile é uma instituição do governo que conecta os exportadores chilenos com a demanda internacional. Em 40 anos, a oferta exportável chilena (exceto Cobre) se multiplicou 65 vezes. O comércio bilateral Chile-Minas Gerais teve o total na corrente comercial em 2018 o valor de US$ 314,6 milhões, sendo US$ 104 mi de exportações do Chile para Minas Gerais e US$ 210 mi de importações do Chile de Minas Gerais.

O papel da Apex-Brasil para explorar o escopo e as oportunidades do ALC – Acordo de Livre Comércio Brasil-Chile foram apresentas pelo coordenador de Acesso a Mercados, Gustavo Ferreira Ribeiro. Carolina Matos, analista de Política e Indústria da CNI, mostrou as principais regras do Acordo e as oportunidades para as empresas brasileiras.

Duas empresas (Bailac e VMI Security) relataram suas experiências no comércio chileno.

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