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Areia extraída do rejeito da produção de minério em Minas tem aplicação na construção civil

Areia Sustentável da Vale promove economia circular, reduz dependência por barragens e torna operações mais sustentáveis, seguras e inteligentes

Divulgação/Vale

Pouca gente sabe, mas a areia é um recurso natural finito e o segundo mais explorado no mundo, atrás apenas da água. Suas aplicações vão de concreto e asfalto à fabricação de vidro e chips para a indústria eletrônica. Nas últimas duas décadas, sua procura triplicou devido à urbanização e ao crescimento populacional e a expectativa é de que em 2030 a demanda global chegue a 50 bilhões de toneladas de areia por ano.

Um dos caminhos para atender esta crescente necessidade, de forma sustentável e inovadora, está na mineração. Feita a partir do reaproveitamento do rejeito de produção de minério de ferro em Minas Gerais, a Areia Sustentável pode ser utilizada na construção civil e pavimentação de rodovias, entre outras aplicações. A iniciativa promove a chamada economia circular, uma forma de produção que prioriza a reutilização sustentável dos recursos naturais.

Inovação para tornar a mineração mais sustentável

A fim de tornar suas operações mais sustentáveis, a Vale, maior mineradora do Brasil, investiu cerca de R$ 50 milhões e fez parceria com mais de 40 organizações, entre universidades, centros de pesquisa e empresas nacionais e estrangeiras, para estudar aplicações para o reaproveitamento do rejeito de minério de ferro de suas operações no Brasil. Como resultado, desenvolveu a Areia Sustentável, não tóxica e de qualidade atestada por estudos de universidades e laboratórios especializados, a partir de materiais que seriam descartados.

De acordo com André Vilhena, gerente de Novos Negócios, o “objetivo é inovar para tornar a mineração mais sustentável e inteligente, promovendo a economia circular e beneficiando a sociedade”.

Segundo um estudo recente, realizado pela Universidade de Queensland (UQ), por meio de seu Instituto de Minerais Sustentáveis (SMI) e da Universidade de Genebra (Unige), a areia proveniente do processo de produção do minério de ferro pode contribuir para solucionar duas importantes questões ambientais ao reduzir tanto a extração de areia do meio ambiente como a geração de rejeitos de mineração.

O estudo chamado “Ore-Sand: Uma nova solução potencial para as crises de rejeitos de mineração e de sustentabilidade global da areia” teve contribuição da Vale, que cedeu amostras da sua Areia Sustentável produzida na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) para que as universidades fizessem uma análise independente do material.

Além da solução dos benefícios ambientais, a iniciativa colabora ainda para a segurança das operações, ao contribuir para a redução do uso de barragens. Cada tonelada de areia produzida no processo de produção do minério de ferro, representa uma tonelada a menos de rejeito sendo disposta em pilhas ou barragens.

Pioneirismo em Minas Gerais

Pesquisa desenvolvida nos últimos cinco anos pela Vale, em parceria com a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) do campus Itabira (MG), demonstrou o potencial da Areia Sustentável, oriunda do reaproveitamento do rejeito de da produção em Minas Gerais, para aplicação em pavimentos rodoviários.

Já utilizada no mercado da construção civil para uso em concretos, argamassas, pré-fabricados, artefatos e cimento, agora, este insumo está sendo testado na pavimentação rodoviária. Os resultados dos testes realizados em laboratório apontaram aumento de mais de 50% da vida útil da estrada e redução em torno de 20% dos custos da obra, por meio da utilização do insumo em todas as camadas da estrada, em comparação aos pavimentos construídos com materiais tradicionais, como brita, solo e areia natural.

A primeira estrada rodoviária com revestimento asfáltico criada pelo setor de mineração foi construída em área operacional da Mina Cauê, da Vale, em Itabira (MG). Com 425 metros de extensão, ela é toda monitorada pelos pesquisadores. Os primeiros resultados mostram que a pavimentação rodoviária feita com a areia sustentável apresenta melhores resistências à fadiga e às deformações permanentes. A areia da Vale atua como um agente redutor do consumo de cimento e cal, além de reduzir em até 6% o consumo de cimento asfáltico de petróleo (CAP), um do material e um dos mais caros neste tipo de obra.

“Cada quilômetro de rodovia pode consumir até sete mil toneladas do rejeito gerado na produção do minério de ferro. Somente no estado de Minas Gerais, temos aproximadamente 250 mil quilômetros de estradas sem pavimentação”, pontua Marina Dumont, gerente de Negócios da Vale.

(itatiaia.com.br)

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