Notícia

Educação profissional e tecnológica é debatida pelo Conselho de Educação e Treinamento

Live reuniu professores especialistas que conversaram sobre as possibilidades de aproximação entre mercado de trabalho e academia

As novas possiblidades da educação profissional e tecnológica foram abordadas na live, realizada na terça-feira (27), do Conselho de Educação e Treinamento da FIEMG. Na oportunidade, professores conversaram sobre o assunto e responderam dúvidas dos participantes da reunião virtual.

Paulo Roberto Henrique, presidente do Conselho, agradeceu aos participantes e destacou que é essencial falar sobre o assunto. “Necessitamos de formação profissional, pois ainda temos um número relevante de pessoas que não tiveram oportunidade de ter plenitude no ensino. O Brasil conta com um grande número de pessoas procurando emprego, mas que não estão preparadas para as áreas que o mercado necessita. Essa parceria é essencial para diminuir a distância entre o trabalho e o profissional”, contextualizou Henrique.

O debate foi mediado pelo membro do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais e professor Emerson Castro. Segundo ele, o diálogo entre governo, iniciativa privada e sociedade, mais do que nunca, se faz essencial. “É um momento desafiador em função do cenário atual e temos que ligar a educação com o mundo do trabalho. Essa conversa precisa evoluir e os esforços comuns contribuirão para que tenhamos competitividade em nosso país, estado e municípios”, falou Castro.

O reitor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, Luciano Sathler, falou sobre as novas diretrizes do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) do Ministério da Educação (MEC). “A nova legislação se adequa ao que o SESI e o SENAI já fazem muito bem, mas ainda é um desafio para o setor privado e o público quando o assunto são as novas possibilidades de educação profissional e tecnológica”, iniciou o reitor.

Novas diretrizes

Segundo Sathler, algumas novidades são as parcerias para envolver empresas e outras instituições na oferta da educação profissional e a adoção do ensino mediado por tecnologia. “O ensino a distância e híbrido são grandes novidades nesse catálogo mais flexível e ter plataformas digitais adequadas é essencial”, afirmou o professor que destacou ainda que outros pontos como os itinerários formativos, o aproveitamento de estudos e experiências profissionais e as saídas intermediarias (microbadges ou micro certificações) estão contemplados.

O gerente de Educação e Tecnologia do SENAI MG, Ricardo Aloysio, destacou que a possibilidade de flexibilizar o uso da tecnologia no ensino profissional é um ganho para os envolvidos. “O uso da EaD ficou muito mais flexível, agora conseguimos usar até 50%, antes apenas 20% eram permitidos. A medida está alinhada às novas profissões e a pandemia nos mostrou que as aulas bem planejadas, medidas por tecnologia, podem ser muito eficientes e ainda nos permitem aumentar a escala”.

Reinaldo Gama, CEO da HSM E co-CEO da Singularityu Brasil e membro do Conselho de Educação e Treinamento da FIEMG, reforçou que as novas possibilidades de aproximação entre o mercado e a academia  podem ajudar a dar a escala que o Brasil tanto precisa quando o assunto é a preparação de trabalhadores qualificados. “O mundo do trabalho e a educação ficaram distantes por muito tempo. Quantos estudantes falam que quando saem do ensino superior não sabem o que fazer, pois ficaram por anos descolados da realizada, dentro de uma bolha acadêmica?”, questionou Gama.

Hélvio Teixeira, presidente do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais, reforçou o simbolismo das novas diretrizes que contribuem para a democratização e valorização do ensino profissional. “Essas diretrizes quebram o paradigma de que a educação profissional seria uma forma de educação de segunda linha, pois elas reforçam a sua necessidade não só para abastecer o mercado, mas para a formação cidadã e ética”, finalizou Teixeira.  

Quer conferir como foi o bate-papo? Clique aqui e assista

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