Notícia

FIEMG tem propostas sólidas para reduzir consumo e aumentar geração de energia no país

Presidente Flávio Roscoe defende a geração distribuída, as novas tecnologias e mudanças na legislação do setor energético

Reduzir o consumo e aumentar a geração de energia no país são dois desafios para os quais a FIEMG tem propostas claras e sólidas, inclusive, apresentadas ao governo federal, no documento com 27 itens entregue ao presidente Jair Bolsonaro, em sua passagem pela sede da entidade, há uma semana.

Com os custos altos da energia, com o grande volume de encargos que recai sobre eles, a tendência é que consumidores – empresas e pessoas – optem cada vez mais pela geração distribuída. Isso permite que as pessoas gerem a energia de que necessitam na própria residência e as empresas no seu próprio sítio. No entanto, para viabilizar essa alternativa, ressalta o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, o Brasil precisa melhorar a regulamentação nesse sentido e simplificar a inserção desse consumidor ou gerador de energia no mercado.

Novas tecnologias

A questão energética brasileira esteve entre os temas abordados por Flávio Roscoe, em entrevista concedida por ele à Rádio Super Notícia – BH, nesta quarta-feira (6). “Existem novas tecnologias entrando no mercado de energia e a regulamentação não andou na mesma velocidade”, argumentou Flávio Roscoe, sobre a sugestão feita pela indústria mineira ao governo federal.

No que se refere à geração distribuída, a gerente de Energia da Fiemg, Tânia Santos, detalha que a solicitação da FIEMG à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é para que flexibilize as regras de desligamentos programados das distribuidoras. Atualmente, explica a especialista, a Aneel trabalha com um modelo de 2018, já ultrapassado, que não agiliza a entrada em operação, por exemplo, de projetos de produção de energia solar implementados por consumidores dos mais diferentes perfis, do empresarial ao pessoal.

Tânia Santos esclarece que, para que um projeto de geração distribuída entre em atividade, é necessário que a distribuidora que vinha atendendo a esse consumidor efetue adequações físicas que efetivem a circulação da nova energia na rede. No entanto, esse processo é demorado, atrasando o barateamento do custo para consumidores que fizeram investimentos.

Projeto de lei

A expectativa da FIEMG, de acordo com Tânia Santos, é pela aprovação no Senado Federal, ainda neste mês, do Projeto de Lei 5.829\21, que estabelece o Marco Legal da Geração Distribuída Renovável. “Essa aprovação trará mudanças que vão empoderar o consumidor de energia no país”, defende a gerente da FIEMG.

“Estamos vendo o hidrogênio verde batendo na porta. O hidrogênio é uma forma de armazenar energia que vai precisar de todo um arcabouço jurídico para que possa ser plenamente usada pelas pessoas”, alertou Roscoe. A questão das usinas consorciadas, eólica e solar, segundo ele, também pede melhor definição.

“Elas se complementam, já que a usina solar gera durante o dia e a eólica gera mais à noite. Então, é preciso melhorar o nosso arcabouço jurídico, para diminuir os custos com a interconexão de energia, para que tenhamos maior conectividade e consumidores possam contratar essas fontes de energia, ou até instalá-las”, ponderou, ainda, Flávio Roscoe.

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