Notícia

FIEMG oferece energia limpa para as indústrias

Usina fotovoltaica liderada por consócio da instituição representa fonte de renda fixa para os sindicatos e economia para as empresas associadas

A energia limpa, gerada por usinas fotovoltaicas já é uma realidade para empresas associadas a dez sindicados da FIEMG.

Prevista começar suas atividades em fevereiro, a Usina de Janaúba, que foi alugada por um consórcio de sindicatos liderado pela federação, é a primeira iniciativa do Brasil voltada para o setor industriário. A usina, que é uma parceria entre a FIEMG e a CEMIG Geração Distribuída, tem capacidade de gerar 5MW. Essa energia pode representar para as indústrias associadas uma economia de até 15% nas contas de energia, além delas receberam o Selo Verde de utilização e produção energética renovável. Dos 5MW gerados pela Usina de Janaúba, 4MW serão utilizados pelo consórcio da FIEMG e 1MW pelo Mercado Central de Belo Horizonte.

Outra vantagem é que, os sindicatos, que terão o papel de gestores do consórcio, receberão 1,5% da receita líquida da arrecadação feita pela CEMIG. Desta maneira, eles terão uma receita fixa e contínua durante um longo prazo, pois os contratos são de até 25 anos. “Quanto maior a carteira de associados do sindicato, maior será seu rendimento”, pontua Márcio Danilo Costa, presidente do Conselho da Indústria da Energia da FIEMG e do Sindicato das Indústrias de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias de Minas Gerais (SINDIMIG).

“Toda a energia utilizada em Minas Gerais está conectada à rede da CEMIG”, esclarece Costa. Segundo ele, a empresa compra energia no mercado para atender aos consumidores e o consórcio irá se abastecer direto da fonte, utilizando apenas a infraestrutura da distribuidora. “Esperamos que o fornecimento da Usina de Janaúba seja tão alto que não precisaremos utilizar outra e pagaremos por isso apenas uma tarifa para CEMIG”, comenta.  

Ao todo, 125 empresas associadas a dez sindicatos serão impactadas, somando 136 unidades consumidoras. Mas a procura por cotas ainda é grande e o projeto será expandido, com a previsão de mais 10 usinas até 2020, sendo duas ainda neste ano. “O primeiro vagão de energia limpa já está cheio, mas os próximos já estão sendo organizados”, conta Tânia Mara Costa, gerente de Desenvolvimento da Indústria da FIEMG. A gestora conta que, os critérios para que os sindicatos se associem ao consórcio é possuírem uma carteira de associados com o mínimo de R$ 25mil de despesas mensais com gasto energético.

As empresas que querem fazer parte precisam, além de serem associadas ao sindicato de seu setor, ter um com consumo médio mensal maior ou igual a 500 kWh nos últimos 12 meses (média–contas mínimas de R$ 500,00), pertencerem às classe ou subclasses comercial, industrial ou de serviços e utilizar a modalidade tarifaria convencional B3.  Atualmente, os seguintes sindicatos fazem parte do consórcio: SINDBEBIDAS; SINDIMIG; SINDIPAN-UBER; SINDIREPA; SINDIVESTU; SINPAMA; SINPAVA; SINVESD; SINDIMETAL e SINDINFOR.

“Diante de um cenário de forte competitividade, um ponto muito importante com que as empresas precisam se preocupar é a matriz energética”, afirma Fabrício Lara dos Santos, presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Alimentação, Panificação, Confeitaria e de Confeitaria do Vale do Aço (SINPAVA). Santos, que é proprietário da Padaria do Horto, em Ipatinga, conta que o 3° maior custo de sua empresa é o gasto energético. Ele ressalta que é importante que as empresas conheçam suas matrizes energéticas e as opções de fornecimento existente no mercado. “Por isso a assessoria da equipe de Desenvolvimento da Indústria da FIEMG, com sua experiência e conhecimento de mercado, tem muito há nos oferecer, mostrando as opções de fornecimento, de grupos de investidores e caminhos que podem ser seguidos para que as empresas possam ter acesso a um custo energético mais barato”, reflete Santos citando como exemplo a parceria entre FIEMG e CEMIG na Usina de Janaúba.

Impacto socioeconômico e ambiental

De acordo com o Banco Mundial, as emissões de CO2 per capita no Brasil são de 2,59t/hab. Com a criação das usinas fotovoltaicas, a previsão é que o consumo médio projetado seja de 600 mil kWh/mês. Desta maneira, 16.692 toneladas de CO2 (667,68t/ano) não serão emitidos durante a duração do projeto, que são 25 anos. “Em um futuro próximo, a comercialização de CO2 será uma realidade para as indústrias de Minas Gerais”, reflete gerente de Desenvolvimento da Indústria da FIEMG. Outro benefício do projeto é o impacto social e econômico que o consórcio liderado pela FIEMG está gerando na região do Norte de Minas. Com o funcionamento da Usina de Janaúba, diversos empregos estão sendo gerados direto ou indiretamente, aumentando a arrecadação de impostos no município e também, o aumento de consumo. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), para cada 1 MWp instalado, de 25 a 30 empregos são gerados. Desta maneira, desde a concepção do projeto da Usina de Janaúba, que engloba vários itens como montagem da estrutura, operação e manutenção; mais de 100 postos de trabalho foram criados. “Todos saem ganhando; as indústrias, que terão tarifas mais baixas nas contas de energia, os sindicatos, que terão uma renda fixa, o meio ambiente, com a geração de energia limpa e a sociedade, com a criação de novos postos de trabalho”, ressalta Márcio Danilo Costa.

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