Notícia

FIEMG se posiciona sobre o COPOM

Entidade pontua que para que seja mantida a aceleração da atividade econômica em 2019 é fundamental que as condições monetárias sejam estimuladas

O COPOM anunciou a manutenção da taxa Selic em 6,50% ao ano, uma decisão técnica que permite a continuidade do estímulo à atividade econômica. Para o presidente do Sistema FIEMG, Flávio Roscoe, esse impulso monetário permanece necessário, pois a economia brasileira ainda opera com elevada ociosidade, crescendo a um ritmo muito aquém do seu potencial.

Os últimos indicadores econômicos reforçam a debilidade conjuntural da economia brasileira. No terceiro trimestre, por exemplo, o PIB cresceu 0,8%, porém sobre uma base de comparação deprimida em decorrência da paralisação do setor de transportes, no trimestre anterior. “Apesar do quadro caótico, foram justamente os setores industrial e de serviços, os mais afetados pela greve de caminhoneiros, que puxaram para cima o resultado das contas nacionais”, comentou Roscoe.

No quarto trimestre, por outro lado, nem mesmo a redução da incerteza relacionada ao ciclo eleitoral, refletida na melhora substancial dos indicadores de confiança, tem sido suficiente para tirar a economia da inércia. A produção industrial, por exemplo, avançou apenas 0,2% em outubro e as estimativas para novembro e dezembro também envolvem crescimento decepcionante.

É verdade que existe a perspectiva de aceleração da atividade em 2019, tendo em vista que os anúncios de investimentos voltaram a frequentar o noticiário nacional e estadual. Para que esses projetos saiam do papel, é fundamental, na visão da FIEMG, que as condições monetárias permaneçam estimulativas, permitindo que os mercados de crédito e de capitais sejam capazes de financiar adequadamente as oportunidades de negócios.

Ao mesmo tempo, a inflação segue bem-comportada. Em novembro, por exemplo, o IPCA registrou queda de preços. A expectativa geral é de que a inflação fique abaixo da meta tanto em 2018 quanto no próximo ano. Esse cenário é o ideal para que se implementem reformas estruturais, tais como a da previdência, que permitiriam levar a economia brasileira a um círculo virtuoso com juros ainda menores e crescimento sustentável do setor industrial.

Últimas notícias

  1. Ensino de excelência internacional

    Leia

  2. Futuros negócios com a Eslováquia

    Leia

  3. Empresários mineiros continuam insatisfeitos

    Leia

  4. SESI firma acordo com o JF Vôlei para a formação das categorias de base do time

    Leia

  5. Construção oscila em 2019

    Leia

  6. FIEMG participa da ExporRecicla

    Leia

  7. Nova turma de Aprendizagem Industrial começa as aulas em Paracatu

    Leia

  8. Reclamar é fácil. Você faz a diferença?

    Leia