Notícia

FIEMG trabalha para alavancar Indústria do Vestuário e Acessórios

Câmara do setor define recomendações e ações de suporte ao incremento da inovação e da competitividade

Cerca de 90% do mercado interno do vestuário no Brasil é abastecido pela indústria nacional. A importação pulou, na última década, de 1% para 10%, principalmente em razão da redução das alíquotas. Com a entrada dos países asiáticos nesse mercado, a competição por preços domina. Em Minas Gerais, o Complexo da Moda tem 9,7 mil empresas, das 71,7 mil existentes no país. Entre as vantagens que o estado oferece para desenvolvimento do setor destacam-se disponibilidade de matérias-primas como pedras e tecidos.

Apresentados na última reunião anual da Câmara da Indústria do Vestuário e Acessórios da FIEMG, nesta quinta-feira (09/12), esses dados estão sendo usados para dar suporte à definição de ações que possam colaborar no incremento do setor em Minas. Com faturamento nacional, em 2020, de R$ 123,5 bilhões e estadual de R$ 10,1 bilhões, o segmento foi o quinto mais afetado pelos efeitos da atual pandemia no país, segundo a gerente de Inteligência Competitiva da FIEMG, Gabriela Ferreira Franco.

Capacitações sobre tendências de mercado, tecnologias e certificações estão entre as principais recomendações para a alavancagem do setor apontadas por Gabriela Franco. Investir em programas de exportação, certificações voluntárias, na captação de recursos para inovações e na criação de unidades de coworking e/ou cosewing (usando unidades do SENAI e o P7 Criativo) são outras indicações da gerente para impulsionar o setor.

Entre as forças da moda no estado, Franco destaca que a cadeia produtiva é completa, com concentração espacial e flexibilidade para mudanças na linha de produção e nos produtos.  Além disso, podem contar com o forte apoio dos sindicatos e do Sistema FIEMG, com o adensamento de startups, universidades e ICTs, tem disponibilidade de matéria-prima, certificação voluntária – algodão sustentável, rastreabilidade de pedras preciosas, agregação de valor do produto, facilidade de cooperativismo –, além das vantagens da geografia e composição.

Calçados

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Presidente da Câmara da Indústria do Vestuário e Acessórios da FIEMG, Manoel Bernardes informou que tem tido uma série de reuniões com o Instituto Horizontes, que escolheu Calçados como um dos segmentos que vai trabalhar prioritariamente no próximo ano. “Dos três segmentos da Moda que trabalhamos, é o que tem melhor performance e melhor possiblidade de alavancar mais rápido, por isso foi escolhido para um primeiro estudo de competitividade, em termos nacionais, o que será muito bom para o setor”, pontuou.

Patrícia Rajão, do Sindicalçados, revelou que o sindicato participou da segunda chamada do FIEMG Competitiva Desafio, que promove a competitividade das indústrias, por meio de projetos de inovação, e teve aprovado o projeto de um site para a venda de insumos da Indústria da Moda que estejam parados. “Precisamos unir todos os sindicatos para alavancar o site. A ideia é que a gente solucione o problema dos insumos que ficam sobrando, principalmente nas fábricas grandes. O objetivo é que esses insumos sejam cadastrados e gerem negócios para o setor. Só faz sentido se tivermos o setor da moda como um todo. A plataforma deverá estar funcionando como piloto ao final de 2022”, contou.

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