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Metais já existiam na Bacia do Rio Paraopeba, aponta estudo

Possibilidade de que Rio São Francisco seja contaminado por rejeitos de barragem é remota

Os metais ferro, alumínio e manganês são encontrados, naturalmente, na Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba. É o que aponta estudo Avaliação: Qualidade das águas no Rio Paraopeba de 2000 a 2018 e após o rompimento da Barragem da Mina do Feijão em Brumadinho, que a área de Meio Ambiente da FIEMG encomendou a empresa IB – Consultoria e Gestão Ambiental. O objetivo do estudo foi verificar quais são os agentes que estão contribuindo para a presença desses metais ao longo da bacia.

A pesquisa foi apresentada no dia 11/06 para o Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da FIEMG. O evento foi realizado na sede da instituição e os presentes tiveram a oportunidade de conhecerem um pouco sobre as particularidades da Bacia Hidrográfica do rio Paraopeba. A bacia ocupa 2,5% do estado de Minas Gerais, que correspondem a 13.643 Km², distribuído em 48 municípios.

Segundo o estudo, apresentado pela consultora Irany Braga, da IB – Consultoria e Gestão Ambiental, por toda essa extensão da bacia, esses metais são encontrados em grandes quantidades, acima até, da permitida pela legislação ambiental. Outros exemplos são o chumbo, que já era detectado em estudos anteriores e alumínio, presente em 15% do solo. “Esses metais são encontrados ao longo da bacia, principalmente, por cauda de características específicas da região”, ressalta Braga.

Desta maneira, o estudo aponta que não se observa alterações na qualidade da água na estação de amostragem da Usina Hidrelétrica Retiro Baixo que indique a chegada de rejeitos relacionados ao rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, ocorrido em Brumadinho, no dia 25 de janeiro. Considerando o tempo de residência da água em Retiro e Três Marias, e levando em consideração que o acidente ocorreu a mais de 60 dias, não houve tempo hábil para que os rejeitos ultrapassassem os reservatórios, sendo que o impacto ao Rio São Francisco é bastante remoto.

“Não existe uma possibilidade efetiva de que os rejeitos cheguem até o São Francisco”, pontua Wagner Sores, gerente de Meio Ambiente da FIEMG. Soares lembra ainda que já existe um plano estruturado pela Vale para recuperação dos trechos atingidos pelo rompimento da barragem. “A contaminação detectada pelo estudo é de leito de rio, que foram revolvidos com o impacto da água e não da barragem”, comenta o gestor.  

Saneamento básico – Outro assunto tratado no encontro foi a atuação da Agência reguladora de agua e esgoto de Minas Gerais (ARSAE-MG). Criada em 2009, pela lei 18.309, o órgão é responsável por regular as ações da COPASA, COPANOR, SAAE’S e CESAMA. “A instituição tem como base, principalmente, a regulação e fiscalização operacional, econômica e atendimento ao usuário das concessionárias”, conta Antônio Claret de Oliveira Júnior, diretor da instituição. A ARSAE-MG já fiscalizou, desde 2011, 250 municípios mineiros. “Nosso principal objetivo é a universalização do acesso à água e ao saneamento básico”, ressalta o diretor.

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