Notícia

Oportunidades de negócios entre Minas e Coreia do Sul

Visita teve objetivo troca de informações que incentivem a atração de investimentos coreanos em Minas Gerais

Sebastião Jacinto Júnior

O presidente em exercício da FIEMG, presidente da Câmara da Indústria de Alimentos e presidente do SINDBEBIDAS, Mário Morais Marques, recebeu nesta terça-feira, dia 5/02, na sede da FIEMG, o embaixador da República da Coreia do Sul no Brasil, Chan Woo Kim.

A visita teve como objetivo manter aberto o canal de diálogo institucional, de forma a propiciar a troca de informações que incentivem a atração de investimentos coreanos em Minas Gerais.

Para Mário Marques foi muito importante à visita da comitiva da Coreia do Sul na FIEMG.  “Nós conseguimos expor todo o valor do Sistema FIEMG e o suporte que a entidade oferece para qualquer investidor que queira vim investir no estado”, diz. O industrial relata que os sul-coreanos tiveram acesso às informações como os portos secos e os incentivos fiscais que Minas Gerais pode dar para indústrias que queiram vir. “O relacionamento com a Coreia do Sul foi amadurecido e agora é dar continuidade a esse trabalho para que possamos colher alguns frutos juntos”, afirma Marques.

Essa é a segunda visita à Minas Gerais do embaixador Chan Woo Kim. O diplomata diz que no encontro na FIEMG conferiu que o estado tem potencial para estabelecer muitas cooperações com a Coreia do Sul. “Neste momento ainda não dá para dizer quais indústrias ou setores industriais as empresas sul-coreanas poderiam investir, mas acreditamos que as negociações futuras serão importantes, principalmente em relação a futura conclusão do acordo entre a Coreia do Sul e o Mercosul, que certamente incrementará mais vindas de empresas coreanas ao Brasil e para Minas Gerais”, afirma.

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Comércio exterior

O comércio bilateral entre Minas Gerais e Coreia do Sul totalizou US$ 459,7 milhões em 2018, sendo US$ 375,9 milhões em exportações do estado e US$ 83,7 milhões em importações.

Os principais segmentos exportadores foram minério de ferro (35%), alimentos (29,5%), produtos metalúrgicos (27,7%) e químicos inorgânicos (4,7%).

As exportações mineiras para o mercado coreano representaram 11% do total das vendas brasileiras, com destaque para ferro e aço (30%), minério de ferro (16%) e químicos (10%).

No ano passado 121 empresas de Minas Gerais exportaram produtos para a Coreia.

As principais importações de Minas Gerais foram de eletroeletrônicos (50,8%), de químicos (18%), metalúrgicos (13%) e máquinas e equipamentos (11%).

Investimentos

Em março de 2017 foi inaugurado, em Santa Rita do Sapucaí, um Centro de Cooperação de Tecnologia da Informação, como resultado de cooperação entre Minas Gerais e Coreia. Pela parceria, a Coreia vai investir R$ 3 milhões em pesquisas voltadas para criação de novas infraestruturas de internet conduzidos pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel).

Cooperação com a FIEMG

Em julho de 2018 representantes da Agência de Promoção de Investimento da Coreia do Sul (Kotra) e da empresa Jusung Engineering visitaram a FIEMG com o intuito de conhecer mais a potencialidade de Minas Gerais no setor de energia fotovoltaica. Durante o encontro, o ambiente de negócios do estado foi apresentado para os asiáticos. Além da FIEMG, a comitiva coreana ainda possui agendas com a CEMIG e o Governo do Estado. A Federação apoiará a Jusung Engineering nas conexões locais necessárias e na interface com as indústrias mineiras. Como resultado foi assinado um MOU para troca de informações e articulação para investimentos (informações confidenciais).

Negociações Mercosul e Coreia do Sul

O Mercosul e a Coreia do Sul iniciaram negociações para um possível Acordo Comercial que inclua redução de tarifas, definição de produtos sensíveis e produtos que seriam excetuados, defesa comercial, barreiras técnicas, além de um entendimento sobre investimentos e propriedade intelectual. A FIEMG apoia este movimento de liberalização comercial negociada com a consequente definição de sensibilidades de parte a parte. Espera-se para 2019 uma primeira troca de ofertas.

A Coreia assinou 16 Acordos Comerciais classificados em dois tipos. Um primeiro tipo de acordo que é considerado muito detalhado foi assinado com Estados Unidos e com União Europeia. Estes acordos incluem temas como meio ambiente, trabalho, investimentos e serviços. O segundo tipo de acordo foi assinado, por exemplo, com Índia e China e refere-se a compromissos fixos e menos abrangentes (que seria provavelmente mais adequado ao Brasil). De todo modo à experiência sul-coreana se traduz em maior flexibilidade e maior adaptação dos coreanos as posições e sensibilidades dos parceiros. Entre os setores com maior interesse ofensivo brasileiro estão agricultura e pecuária, alimentos, derivados de petróleo, biocombustíveis e coque, além de outros produtos. Do lado coreano existe forte interesse em liberalizar o mercado brasileiro de equipamentos eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos além do próprio setor automotivo.

Estiveram presentes também no encontro o presidente do Conselho de Política e Mercados Internacionais da FIEMG, Fabiano Soares Nogueira, a assessora da presidência, Martha Lassance, o consultor de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG, Alexandre Brito, a gerente de Atração de Negócios e Investimentos, Junea Cerceau, a assessora sênior da República da Coreia do Sul no Brasil, Regina Jeong, o adido comercial, Jin Young Yoon, o conselheiro para Assuntos Políticos, Jang Lee e a chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores em Minas Gerais – EREMINAS, embaixadora Maria Auxiliadora Figueiredo.

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