Notícia

Precisa-se de profissionais que trabalhem com energia renovável

O mercado de energia renovável está aquecido, mas faltam profissionais capacitados para a atuar área

“Você aceita esse desafio?”, esse foi o questionamento lançado aos estudantes e interessados que participaram, no dia 29/05, do seminário A importância do profissional da área de energia. O evento, realizado no SENAI Cetel, teve o objetivo de apresentar as novas fontes de energia e suas potencialidades mercadológicas. A ideia nasceu de uma solicitação da empresa ArcellorMittal, que está encontrando dificuldades em contratar profissionais capacitados na área de energia renováveis. 

Márcio Fenelon, gerente de Energia e Gases da ArcelorMittal, ministrou a palestra O que a ArcelorMittal procura no novo profissional. Presente em 60 países e com 208 mil empregados pelo mundo, a empresa tem uma demanda reprimida de profissionais treinados para lidar com as questões energéticas. No Brasil, a ArcelorMittal, tem 30 unidades e gera cerca de 16 mil empregos por todo o país. “A indústria 4.0 precisa de pessoas qualificadas, que entendam de automação e dos demais avanços tecnológicos”, ressaltou Felenon. 

Para ser um bom profissional da área, é necessário investir em uma formação que alie a teoria com a vivência prática e para mostrar os possíveis caminhos para quem optar pelo ensino técnico, Saunaray Pereira Barra, engenheira e especialista em energia renovável e instrutora do SENAI, apresentou os cursos oferecidos pela instituição voltados pela área de energia. “Não se pode economizar quando se trata de segurança e qualidade do serviço. Esse é um dos maiores desafios que temos: fazer com que os alunos entendam isso”, esclarece Barra. 

André Luiz Vieira da Silva, consultor do SENAI em Tecnológica em Energia e Gestão Energética, apresentou a palestra Consultoria em energia e eficiência energética. “As empresas buscam sobreviver e a energia hoje é a base de sustentação dos negócios no mercado”, afirmou. Nesta semana, a CEMIG autorizou um aumento de 8,73%, com efeito médio de 10,71% para os consumidores atendidos em alta tensão, que são as indústrias. “É um valor muito alto para ser absorvido pelas empresas e isso impacta na produtividade e sobrevivência delas”, afirmou. 

“O mundo não teria evoluído sem as diversas formas de utilização dos recursos energéticos”, afirmou Ângela Menin, coordenadora do curso de Engenharia de Energia da PUC. O Brasil ocupava o 75° lugar no ranking mundial, com 1,58 tep de consumo. “Ainda temos muito que crescer. Temos um mercado muito grande e temos que planejar a exploração e a distribuição desse recurso, por isso o profissional de engenharia energética é tão importante”, disse a professora. 

Também participou do seminário Antônia Sonia Cardoso Diniz, do grupo de estudo de Energia Green Solar, da PUC. Criado em 1997, o Green é um laboratório de estudos e pesquisas em energia solar. “O Brasil tem, atualmente, mais de 1 milhão de empregos na área de energias renováveis, mas essa demanda está reprimida, devido a falta de profissionais qualificados”, pontuou a coordenadora. 

Cassio Alves Carneiro, da UNIFEMM, de Sete Lagoas, apresentou um estudo sobre de modelos de negócios de geração fotovoltaica. “É um mercado dinâmico, oportuno, acessível e estratégico, pois é um ambiente de posicionamento inteligente e disruptivo”, afirmou.

A palestra também foi organizada em celebração ao Dia Mundial da Energia e Márcio Danilo Costa, presidente da Câmara da Indústria da Energia da FIEMG, comentou como a percepção, sobre o uso consciente da energia, está latente na sociedade. “Precisamos usar essa energia de maneira eficiente e racional. O futuro de nosso país está aqui presente e espero que os jovens que estão participando do evento percebam a bela oportunidade que é trabalhar no setor de energia”, ressaltou Costa, pontuando que, atualmente, a maior parte da população tem a consciência de que a energia é um bem que, além de caro, é finito.

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