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Sabor que leva Minas mundo afora

Produto brasileiro é comercializado em vários países e vem ganhando espaço a cada dia

Que o Sul de Minas é terra de café gostoso e de qualidade, o Brasil todo já sabe. E agora países como França, Portugal, Japão e China também já têm essa certeza, pois contam em suas gôndolas com um produto com a certificação de origem de qualidade que é o GRANO Café Especial. Desde 2020, a empresa de Jacutinga escolhe grãos de fazendas da região, que tem tradição no cultivo, porém vendem, em grande parte, o café em grãos crus. Após escolher a matéria-prima com uma pontuação acima de 85, a GRANO cuida de todo processo industrial, do beneficiamento até a entrega para o cliente. Eles vendem cápsulas e café em grão torrado ou moído, para além das fronteiras do Brasil.

“Nosso café foi muito bem avaliado. Passamos por processos de prova, teste de aparência e sabor de produto. Realizamos testes às cegas com outras cinco marcas e o nosso foi mais bem avaliado entre todos. Gostaram muito do sabor, corpo do produto, nota de intensidade e tempo de permanência na boca. Continuamos com ótimas perspectivas de desenvolvimento de mercado. Estamos embarcando neste mês mais um volume de produtos para exposição em feiras e demonstração para clientes que estamos construindo”, contou a proprietária da GRANO Café, Liliana Sebusiani.

E para iniciar esta jornada na conquista por espaço em outros países, a GRANO Café Especial contou com o apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG). “Procuramos a FIEMG para fazer toda a produção da documentos para a exportação. Nós geramos os certificados de origem e o de livre venda. O CIN foi fundamental, não só pela capacidade técnica do time, que foi muito solícito e entenderam que estamos iniciando este processo e precisávamos, de fato, do apoio especializado nesse momento”, lembrou a empresária.

Desafios para exportação

Segundo Liliana, o primeiro desafio para vender seu produto em outro país é a formação de preço. “É precioso colocar na cadeia produtiva o impacto de todas as etapas, desde a produção, envaze, o meio de transporte, o frete”. Outra questão essencial é o impacto da cotação de moeda estrangeira. Além disso, pensar na forma de apresentar o seu produto pode ser fator preponderante na hora de abrir as portas para a realização de negócios. “Um bom contato para você apresentar o produto, enviar amostras, ter aprovação naquele país. Você precisa de um parceiro importante, que tenha confiança de que ele está te representando. Ele precisa ter domínio do mercado local para que tenha resultados e construa parcerias”, reforçou.

E algumas dicas são preciosas na hora de iniciar um projeto de exportação. “Você tem que acreditar no seu produto e sempre garantir a qualidade dele no tempo. Nós podemos mostrar que o Brasil tem essa capacidade de produzir produtos muito bons. A segunda é ter resiliência, persistir e acreditar que o seu projeto terá a felicidade de fazer um bom negócio para que a exportação seja bem-sucedida”, finalizou.

Certificados auxiliam a entrada em outros países

De acordo com o coordenador de Certificação Internacional do CIN, Renato de Oliveira, os dois documentos são essenciais para a exportação e contribuem para que o processo siga em segurança. “Com o certificado de origem, o país comprador que tem um acordo comercial com o Brasil pode ter benefício fiscal, tornando o produto mais competitivo. Porém, aqueles países que não possuem acordo também se beneficiam, uma vez que essa certificação facilita o desembarace na aduana, agilizando a chegada do produto ao destino, explicou.

Já o certificado de livre venda indica que o produto já passou por todos os trâmites legais dentro do Brasil e que pode ser comercializado nacional e internacionalmente. “Temos muitas empresas mineiras que podem abraçar essa oportunidade e conquistar mais espaço, uma vez que os produtos alimentícios brasileiros são vistos com bons olhos pelo mercado internacional, especialmente o europeu e asiático”.

Principais parceiros comerciais

Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália, Japão, Rússia, Turquia, Canadá, Reino Unido e Espanha. Estes são maiores compradores do café brasileiro, que em grande parte ainda é vendido em grão antes do processo de beneficiamento. E os valores são muito relevantes. Em 2020 todas as exportações brasileiras somaram US$ 5,5 bilhões e Minas Gerais é responsável por 69,2% desse total, segundo levantamento da Gerência de Economia e Finanças Empresariais da FIEMG.

Dia Mundial do Café

Em 14 de abril a indústria cafeeira mundial celebra a segunda bebida mais consumida do mundo, perdendo apenas para a água. O café foi para o Brasil e ainda é para várias de suas regiões produtoras a força propulsora do desenvolvimento socioeconômico, produzindo e distribuindo riquezas, além de ter uma grande capacidade geradora de empregos. Mais forte, mais suave, instantâneo, expresso, orgânico, descafeinado ou gourmet. O café é praticamente uma unanimidade.

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