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A cultura como um bom negócio

O desenvolvimento de eventos culturais para a economia foi um dos temas da reunião do Conselho de Desenvolvimento Local e Regional da FIEMG

A Importância dos Eventos Culturais e o Desenvolvimento Regional do Médio Espinhaço foram os principais temas apresentados durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Local e Regional. O evento on-line foi realizado no dia 26 de outubro e contou com apresentações de representantes da Anglo American e da Universo Produção.

Raquel Hallak, CEO da Universo Produção e coordenadora da Mostra de Cinema de Tiradentes, Ouro Preto e Belo Horizonte, apresentou a palestra A Importância dos Eventos Culturais, Regionais, Nacionais e Internacionais para o Desenvolvimento Local e Regional.

Hallak explicou que o setor de eventos é amplo e forte que promove ações de diversas naturezas, entre elas culturais, sociais, corporativas, científicas, desportivas e ambientais, dentre outras. “O mercado de eventos é um dos que apresentam maior variedade de empresas e um dos que mais movimentam a economia do país”, afirmou.

Até 2019, a taxa de crescimento do setor era de 6,5% ao ano. Entretanto, devido à pandemia, este cenário mudou e, em 2020, mais de 350 mil eventos não foram realizados. "O setor deixou de faturar mais de R$ 90 milhões, levando ao desemprego cerca de 450 mil profissionais. De impostos federais, foram perdidos R$ 4,6 bilhões neste período”, esclareceu.

Durante a pandemia, a live foi um novo formato adotado pelo setor. Já no cenário pós-crise, a tendência é que permaneça o hibridismo, com eventos presencias e virtuais. A CEO da Universo Produção também apresentou os cases de sucesso Mostra de Cinema de Tiradentes, Mostra de Cinema de Ouro Preto e o CineBH. "A cultura é um bom negócio, é um alimento para a alma", celebrou Hallak, reforçando que Minas Gerais tem tudo para se tornar o estado da economia criativa do país.

Daniel Tito e Roberto Guimarães, ambos da Anglo American, apresentaram a palestra Desenvolvimento Regional Colaborativo no Médio Espinhaço. Fundada em 1917, na África do Sul, a Anglo American é uma empresa global de mineração diversificada, consolidada como uma das maiores mineradoras do mundo, se destacando como líder na produção de platina e diamante. “Investimos mais de R$ 669 milhões em obras e serviços voltados para as populações locais ao longo do eixo Minas-Rio", explicou Guimarães.

Segundo Tito, o planejamento de mineração sustentável da Anglo American está estruturado por meio de um intenso engajamento interno e externo, análises de oportunidades e riscos e reflexões sobre os ODS da ONU. “O plano de mineração sustentável é vital para atingirmos o nosso propósito, que é re-imaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas”, disse, pontuando que a base deste planejamento é promover a prosperidade para as comunidades, o respeito ao meio ambiente, a liderança confiável e o desenvolvimento regional.

Tito também destacou a criação de um corredor turístico, entre Belo Horizonte e Diamantina, abrangendo todos os municípios deste perímetro. O objetivo é a integração do potencial turístico, atualmente dominado por único destino: Diamantina. “A união de municípios sob o conceito de corredor pode conectar a principal fonte regional de turistas ao destino consagrado no norte de Minas”, explicou.

“É uma satisfação recebê-los, pois estão vivenciando, na prática, a estruturação dos municípios onde a mineradora atua. A nossa ideia é que todas as empresas possam trabalhar com o desenvolvimento local e das governanças regionais”, cumprimentou Teodomiro Diniz, presidente do Conselho de Desenvolvimento Local e Regional, ao final da apresentação da Anglo American.

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