Notícia

A importância da governança para o desenvolvimento dos municípios

Tema foi discutido durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Local e Regional da FIEMG

Conselho de Desenvolvimento Local e Regional da FIEMG se reuniu de forma remota no dia 20/07 e teve em sua pauta as apresentações das atividades da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), por Valmir Rodrigues, presidente da entidade, e o Estudo Histórico da Mineração em Itabira e Perspectivas Futuras, pela professora Mariana Nahas.  

Empresários Unidos -  Rodrigues, que assumiu a presidência em janeiro de 2020, explicou que a Federaminas atua em diversas regionais do estado e possue uma grande capilaridade, “mesmos tendo poucos recursos, nos reinventamos todos os dias”, ressaltou. A Federaminas congrega mais de 300 Associações Comerciais Empresariais (ACE) e representa cerca de 200 mil empresários. 
 
Dentre as atividades desenvolvidas pela entidade estão o programa Empreender – Unido para Crescer, que tem o intuito de promover ações coletivas para melhorar o setor, e o movimento Pró-Município, que foi criado para alavancar o desenvolvimento local, incentivando a integração dos esforços dos principais atores da sociedade. 
 
“Temos um potencial para somar e acreditamos na união entre os empresários e a entidade. É difícil governar quando o município não tem um projeto e uma sociedade organizada”, disse Teodomiro Diniz, presidente do Conselho de Desenvolvimento Local e Regional da FIEMG, convidando a Federaminas para participar do processo de criação dos Conselhos de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico (CODESE).  “Este não é um projeto da FIEMG e sim dos municípios. Os conselhos precisam ser perpetuados e por isso não podem ter viés político, pois eles não terminam com a mudança de gestão municipal. É um projeto da sociedade”, ressaltou esclarecendo que a ideia é que o estado inteiro tenha conselhos. 

O futuro de Itabira - Mariana Nahas, M&T Tecnologia e Inovação para Construção e Mineração, apresentou o Estudo Histórico da Mineração em Itabira e Perspectivas Futuras. A professora deu um panorama geral da história da mineração na região, pontuando que a história do município se confunde com a trajetória da indústria extrativa em Minas Gerais. “A ocupação da região começou em decorrência de incursões feitas por bandeirantes em busca de ouro e pedras preciosas”, contou a professora. 

A economia da região tem como base a mineração, que atua no local há mais de oito décadas, sendo que o primeiro canteiro da Vale em Minas Gerais foi implantado no município de Itabira. “Entretanto, após tanto tempo de uma economia voltada para a extração de minério de ferro e sua cadeia produtiva, é necessário procurar alternativas econômicas para a região”.  

A perspectiva para a região é que ocorra uma retração da atividade minerária e, com exceção da Minas de Brucutu, as minas de Itabira tem reservas até 2029. “A produção de minério de ferro deve retrair em 80% até 2050.  

A professora aponta como possibilidades de diversificação econômica a valorização da tecelagem artesanal, o fortalecimento do setor de fibras e fio têxteis beneficiados, o incentivo dos setores óptico e eletromédico, logístico, químico - perfumaria e artigos de limpeza e cultural. 

Estudo Histórico da Mineração em Itabira e Perspectivas Futuras faz parte do Projeto de Reconversão Produtiva de Territórios Minerados, cujo objetivo é ajudar os municípios e regiões de entorno aos territórios minerados a construir e implantar estratégias de reconversão produtiva que reduzirão a dependência econômica em relação à atividade minerária, a partir de uma estratégia de desenvolvimento econômico local. O projeto, iniciado em Itabira, que fica na região do Médio Piracicaba de Minas Gerais, é de âmbito estadual e chegará a diversas regiões do estado.  Para saber mais, clique AQUI

“Itabira é privilegiada pois a governança local já existe”, comentou Teodomiro Diniz, ao final da apresentação de Nahas. “Com o esvaziamento das atividades da mineração a cidade corre o risco de virar uma cidade fantasma. É isso que o projeto de reconversão tenta prevenir, por meio de uma rede de apoio junto com as governanças locais”, finalizou Diniz.  

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