Notícia

Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da FIEMG se reúne de forma virtual

Marco Legal do Saneamento Básico e política internacional sobre mudanças climáticas estiveram na pauta do encontro

O Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da FIEMG se reuniu, de forma online, nesta terça-feira, dia 14/07. Diversos temas relacionados ao setor estiveram na pauta do encontro.

Antônio Claret, diretor-Geral da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae), apresentou um panorama geral sobre o Marco Legal do Saneamento Básico. Segundo Claret, a aprovação deste novo marco vai trazer cerca de R$ 700 Bi em 13 anos para o país e para Minas Gerais, R$ 50 Bi. "A aprovação do Marco Legal do Saneamento Básico coincidiu com o momento atual de pandemia que estamos vivendo e será uma grande oportunidade econômica para diversos segmentos relacionados à área", afirma.

Para o presidente do Conselho, Mário Ferreira Campos Filho, "temos a possibilidade, dentro dessa agenda ambiental urbana, de aumentar os índices de disponibilidade de água para a população e do aumento de acesso da coleta e tratamento de esgosto nos próximos anos, trazendo investimentos para o estado e oportunidades para toda a cadeia produtiva do setor industrial".

Claret pontua que o novo marco trouxe a possibilidade de acabar com os lixões e que precisam ser encontradas soluções de aterro até 2024, o que também vai movimentar o setor.

A qualidade do ar no estado também estava na pauta do encontro virtual. O Grupo de Trabalho de Mundanças no Clima e Qualidade do Ar do colegiado tem como objetivo solicitar a Fundação Estadual de Meio Ambiente – FEAM a revogação da Deliberação Normativa do COPAM, de 26 de maio de 1981, que fixa normas e padrões para Qualidade do Ar no Estado de Minas Gerais, pois existe legislação atualizada e adequada à atual realidade do estado quanto ao monitoramento da qualidade do ar.

"Estamos nos preparando para a grande preocupação que o mundo está tendo, tanto com a emissão de GEE (Gases de Efeito Estufa) como Qualidade do Ar. A indústria entende a sua participação dentro do processo, mas não pode ficar só com o ônus. Vamos procurar alternativas e discutir as metas estabelecidas atualmente", ressalta Campos Filho.

Outro ponto debatido na reunião foi o olhar do mercado financeiro em relação às questões ambientais no Brasil. Viviana Gonçalves Coelho, gerente de Sustentabilidade da Petrobras, explicou aos membros do Conselho o apoio da empresa ao Task Force for Climate-related Financial Disclosures (TCFD), uma iniciativa do G-20 que tem a missão de desenvolver recomendações de divulgação de riscos financeiros relacionados à mudança do clima.

Coelho ressalta que a companhia tem sua visão baseada em três pilares: transparência, resiliência à transição energética da posição em óleo e gás e fortalecimento das competências alinhadas à economia de baixo carbono. "Relacionar eficiência a baixos custos e baixa emissão de carbono pode impactar a avaliação e a análise por parte dos investidores de capital aberto e dos próprios agentes financeiros sobre os riscos relacionados a atração de investimentos para o país", diz o presidente do Conselho.

As alterações da Portaria MMA 280/20 –Manifesto de Transporte de Resíduos Nacional foram apresentadas pelo analista ambiental da FIEMG, Guilherme Zanforlin.

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