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Cônsul confirma interesse de empresas japonesas em investir em Minas Gerais

Em visita à FIEMG, Hikaru Nakajima destacou que temas como energia limpa e descarbonização são mais atraentes para economia do Japão

Fotos Lucas Nolasco

Pequenas e médias empresas japonesas tecnologicamente avançadas têm interesse em investir em Minas Gerais. Esse foi um dos principais temas da visita do cônsul da área econômica do Consulado do Japão no Rio de Janeiro, Hikaru Nakajima, à FIEMG, nesta terça-feira (30/11). Recebido pelo presidente do Conselho de Política e Mercado Internacional da FIEMG, Fabiano Nogueira, Nakajima destacou que os japoneses são atraídos especialmente por projetos de energia limpa – eólica, solar e hidrogênio verde –, produção de equipamentos para a área de saúde e outros que envolvam inovação tecnológica.

Nogueira apresentou ao cônsul japonês, logo no começo do encontro, um panorama da indústria mineira e o que a FIEMG representa, nestes seus 87 anos de existência. Ele lembrou que as relações diplomáticas entre Brasil e Japão tiveram início em 1895 e que o país abriga atualmente a maior colônia japonesa fora da nação asiática.

“Minas Gerais exportou mais de US$ 700 milhões para o Japão em 2020. Temos 40 setores com fortes interesses de negócios com os japoneses, em áreas diversas, como produção de café, hidrogênio, soja, minério. Existem inúmeras possibilidades de cooperação técnica entre ambos, especialmente em metalurgia, energia limpa e prevenção e contingenciamento de desastres”, ressaltou Nogueira.

O representante da FIEMG apontou ainda que os industriais mineiros estão cientes da possibilidade de um acordo do Japão com o Mercosul e têm muita esperança de que isso se conclua.

Gusa verde

A superintendente da Assessoria Estratégica e Internacional da FIEMG, Martha Lassance, informou que há negociações avançadas, entre Minas e Japão, para uma parceria envolvendo o “gusa verde”, produzido a partir de carvão de reflorestamento. “Esse negócio é de extrema importância para o setor de gusa mineiro. Um acordo desse porte representará melhora das condições ambientais no Japão – com menos consumo de carvão vegetal – e estabilidade ao setor guseiro em Minas”, ponderou ela.

O cônsul japonês contou que chegou ao Brasil em 2019 e já tinha a intenção de visitar Minas Gerais, em busca de acordos de cooperação técnica e tecnológica, o que foi adiado em razão da pandemia. No encontro desta terça-feira, tratou-se da possibilidade da vinda do cônsul-geral do Japão no Rio de Janeiro a Minas, também para uma visita à FIEMG, incluindo conhecer o Centro de Treinamento e Desenvolvimento da Indústria 4.0, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Nakajima reforçou que há uma grande preocupação das empresas japonesas com a questão do "crédito de carbono", que diz respeito à descarbonização, ao cuidado com o meio ambiente. "Hoje em dia, o mercado de carbono é um negócio", destacou.

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