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FIEMG discute o futuro da exploração do gás folhelho

Academia, instituições ambientais e empresas ligadas ao setor de petróleo e gás debateram o assunto

Minas Gerais é um estado rico em gás que está incrustado em rocha e, ao longo do leito da bacia do Rio São Francisco, existem vários pontos de extração. Para discutir as possibilidades de viabilizar estudos de exploração dessa energia, a Câmara da Indústria de Petróleo e Gás se reuniu, no dia 24/05, na sede da FIEMG. 

Conhecido como gás folhelho ou gás não convencional, ele pode ser uma opção energética para o futuro. "Precisamos discutir a sua viabilidade", afirma Marcelo Veneroso, presidente da Câmara. "Hoje temos aqui representantes de empresas do setor do petróleo e gás, universidades e entidades de meio ambiente. Nosso intuito é buscar soluções para que possamos usar esse potencial energético que existe em nosso estado", ressaltou Veneroso. "Precisamos estar preparados para uma abertura do mercado de gás", refletiu. 

Durante o encontro, Juliana Falcão, especialista em Políticas e Industrial, da Confederações Nacional da Indústria (CNI), apresentou o estudo "Panorama Nacional do Novo Mercado de Gás". Segundo Falcão, para termos um novo mercado de gás, com o livre comércio entre as partes interessadas e necessário que haja proteção da concorrência, integração do setor de gás com os elétricos e industriais, revisão das regulações estaduais e federais e remoção das tarifas tributárias.

Já Renato Ciminelli, representante da Rede GásBras, foi o responsável por apresentar uma análise do cenário atual de exploração e produção do gás de folhelho na Bacia do São Francisco. "Queremos criar uma plataforma com uma série de informações. Esses dadosa podem vim a ser utilizados pelos setores produtivos para viabilizar o processo de extração por parte do setor produtivo", comentou Ciminelli, que é pesquisador da UFMG.

O encerramento da reunião da Câmara foi feito por Flávio Roscoe, presidente da FIEMG. O líder empresarial falou sobre as medidas tomadas pelo ministro de Economia, Paulo Guedes, que visam a redução do valor do gás. "Esse cenário abre várias possibilidades para o setor e temos uma grande oportunidade e proponho um desafio a esta Câmara", provocou Roscoe. "Analisem e vejam quais as oportunidades de investimentos na redistribuição de gás e quais são os potenciais compradores para que possamos aproveitar essa situação", solicitou aos presentes. 

Participaram da reunião da Câmara de Petróleo e Gás: UFOP, UFMG, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, ABRACE e sindicatos e empresas do setor de petróleo e gás. 

A Câmara da Indústria do Petróleo e Gás é presidida por Marcelo Veneroso e se reúne mensalmente na sede da FIEMG.

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