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FIEMG Lab: hub encerra ciclo com R$ 46 mi em negócios entre startups e indústrias

Evento de apresentação de resultados também premiou melhores empresas iniciantes

Divulgação/ FIEMG Lab

O FIEMG Lab, hub de inovação para a aceleração de startups industriais do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), apresentou, nesta quinta-feira (02/12), os resultados da 3ª Jornada da iniciativa. Entre os destaques dessa edição, o FIEMG Lab divulgou a viabilização de cerca de R$ 46* milhões em negócios entre grandes indústrias e startups brasileiras no último ciclo (2020/ 2021).

O evento, conduzido no Centro de Inovação e Tecnologia (CIT), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado de Minas Gerais (SENAI-MG), no bairro Horto Florestal, na região Leste de Belo Horizonte, contou com a presença de representantes das empresas iniciantes; das indústrias madrinhas do Hub (veja abaixo); e dos parceiros da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), e do Governo de Minas.

Crescimento

Presente no evento de encerramento, o Superintendente Regional do IEL, Gustavo Macena, pontuou que o último período do FIEMG Lab representa uma jornada de crescimento constante e exponencial. Como exemplo, enquanto a segunda realização movimentou R$ 7 milhões em negócios, a mais recente chega ao fim com movimentações de aproximadamente R$ 46 milhões. Outros dados importantes sobre a 3ª Jornada são:

17 indústrias contrataram 26 startups via FIEMG Lab, gerando R$ 3,9 milhões em negócios;
R$ 58,7 milhões faturados para a indústria;
+ 870 colaboradores;
Aumento de equipe em 45%;
Aumento médio de faturamento global em 60%.

"Houve uma mudança no método, com uma valorização do encontro de negócios. Nós ampliamos a atuação no 'match' entre a demanda da grande indústria e a solução. Quando você coloca uma frente à outra, com metodologia apropriada para isso, o resultado é a explosão de negócios”, afirmou Macena.

Ele ainda completou que a expectativa para a 4ª Jornada é conseguir ainda mais resultados. “Queremos ampliar o leque das indústrias madrinhas, colocando investidores para conhecer as soluções, e multiplicando o tamanho das startups, para que se tornem médias e grandes empresas num curto espaço de tempo", declarou.

Startups

Uma das 50 startups participantes da 3ª Jornada do FIEMG Lab foi a Hedro. A empresa, criada em 2016, desenvolve sensores inteligentes para digitalização de processos e máquinas antigas da indústria. Com isso, a startup ajuda a viabilizar a transição dessas empresas para a Indústria 4.0. De acordo com o CEO, Cássio Barbosa, a entrada no FIEMG Lab, ainda na 2ª Jornada, mudou os rumos da firma.

"O FIEMG Lab nos ajudou a entender qual é o valor que a gente estava gerando para a indústria. Assim, pudemos alinhar o discurso da nossa empresa, e nos conectamos com outras, que hoje são a nossa força. A Gerdau, por exemplo, permitiu que a gente crescesse até onde a gente está hoje. Conhecemos eles aqui e, nos últimos dois anos, ela foi a principal injeção de força, recursos, e novas ideias na Hedro", afirmou.

Representante da startup AI Robots, Luma Boaventura contou que a participação da empresa no FIEMG Lab resultou na geração de negócios, com o investimento do grupo Time Now, e em oportunidades de capacitação sobre marketing e escalabilidade.

"A recomendação que eu dou: onde quer que esteja uma startup no Brasil inteiro, se cadastre no FIEMG Lab: não é restrito a startups e indústrias mineiras. É aberto a empresas do Brasil todo. E é uma oportunidade de crescimento real. A gente vê muitos programas de aceleração por aí. E o FIEMG Lab é realmente ‘ganha-ganha’. A startup cresce”, disse Luma.

O evento de encerramento da 3ª Jornada do FIEMG Lab também contou com a premiação de diversas startups e de alguns representantes inovadores das empresas, além das indústrias madrinhas.

Indústrias madrinhas

Anglo American Um dos projetos viabilizados na parceria entre a mineradora Anglo American e o FIEMG Lab é voltado para a segurança do trabalho. Como aponta o analista de Inovação da empresa, Davi Gonçalves, a mineração é uma atividade de risco alto. Por isso, a Anglo atuou juntamente com as startups Beyond Mining e Thomé Projeto Consultoria nesse aspecto.

"Um trabalho que desenvolvemos é uma solução que elimina a necessidade de acesso ao espaço confinado em moinho de bolas (estrutura que reduz a granulometria do minério) para a execução da atividade. Para isso, usamos a análise de dados e a Inteligência Artificial. Tirar uma pessoa de perigo é prioridade da Anglo American", explicou Davi.

Gerdau Uma das indústrias que está presente há mais tempo no Hub de Inovação Aberta é a Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço. Como explica o especialista em Inovação em Indústria 4.0 da marca, Jackson de Assis Reis, a Gerdau cresce nessa área e busca novos negócios no setor. "Para nós, a parceria permite capturar empresas e parceiros de valor para trazer soluções diferentes daquilo que a gente está acostumado no mercado", contou Reis.

Um dos projetos testados durante a 3ª Jornada foi idealizado pela startup Geoinova Soluções, de Goiás. Trata-se de uma solução para monitoramento via satélite de áreas no entorno da usina de Ouro Branco, na Região Central de Minas. O analista sênior de Gestão e Inovação da Gerdau, Dylan Hosken, lembrou os benefícios da parceria com a FIEMG.

"Os especialistas da FIEMG facilitam muito pra gente o processo de gestão, captação, controle das startups, e do projeto em si", afirmou Hosken.

RHI Magnesita A RHI Magnesita, fornecedora líder internacional de produtos, sistemas e serviços refratários, também é madrinha do Hub de Inovação. Para a trainee do Comercial da empresa, Bárbara Santana, a parceria permite um foco nas oportunidades vindas da inovação. "Pensar um pouco fora da caixa está trazendo resultados inexplicáveis, incluindo fazer mais com o mínimo possível", disse Bárbara.

Um dos exemplos de trabalhos é a pesquisa que inibe o risco de entrada na aciaria da indústria. A aciaria é a unidade onde é feita a transformação do ferro gusa em aço. É, portanto, um local muito quente e onde ocorrem muitas explosões. "Conseguimos desenvolver provas de conceito, trazendo tecnologia de alta ponta para uma área que a gente não pode simplesmente chegar e entrar", afirmou.

Stellantis A parceria da Stellantis, grupo automotivo franco-ítalo-americano multinacional, com o Hub é avaliada como muito produtiva pela gerente de Inovação Aberta América do Sul da empresa, Marina Lima. "A inovação aberta é isso: trabalhar de forma colaborativa. É sempre um aprendizado contínuo. Essa parceria traz uma maturidade de como trabalhar realmente a prova de conceito (POC), validá-la, entender nossos pain points (problemas), e fazer esse acompanhamento", disse.

Segundo Marina, um dos projetos viabilizados na parceria foi com a startup Phigital. O trabalho entregue é de monitoramento do tempo de produção de cada operador durante a montagem de uma peça, sendo que o prazo é acompanhado via smartwatch. "Esse é um pain point não só local, mas do grupo global. O resultado, inclusive, foi apresentado no nosso Stellantis Factory Booster Day, em outubro deste ano", completou.

Usiminas A madrinha Usiminas, líder na produção e comercialização de aços planos, realiza trabalhos de inovação em parceria com startups desde 2019. A entrada no FIEMG Lab ocorreu com o objetivo de gerar mais resultados através da inovação, incluindo redução de custos, aumento de produtividade, melhoria em segurança, e sustentabilidade.

No Hub, um dos principais projetos foi uma parceria com a Ubivis IoT Otimização Industrial, de Curitiba (PR). "Queríamos saber como otimizar o processo de laminação, a fim de gerar produtividade, no planejamento integrado de cargas na planta da indústria em Cubatão (SP). A Ubivis coletou dados, e os apresentou de uma maneira mais intuitiva, apoiando a tomada de decisão", disse o analista de inovação sênior, Rafael Pelli.

O trabalho no Hub de Inovação foi tão produtivo que a Usiminas acaba de contratar a Ubivis para um projeto-piloto de seis meses para ampliação de resultados, incluindo Inteligência Artificial.

Vale O amadrinhamento da mineradora Vale resulta, entre outras coisas, em água limpa para comunidades. É o que explicou a líder de projetos de inovação da terceirizada TCS para a Vale, Greyce Franzmann. Segundo ela, todas as startups participantes apresentaram soluções interessantes. Entre elas, está a PWTech, com um equipamento capaz de transformar água contaminada em potável.

"A gente conseguiu resultados ótimos nas comunidades onde a gente implantou o equipamento. Foi muito bacana ver os depoimentos das comunidades, das pessoas que foram impactadas. Pra gente faz muito sentido ter parcerias como essa, porque são parceiros estratégicos. O FIEMG Lab ajuda a gente a ser mais assertivo e rápido ao se conectar com as startups certas.

* Anteriormente, havia sido divulgado o número de R$ 45 milhões. No entanto, o FIEMG Lab recebeu dados mais atualizados das startups após o encerramento da 3ª Jornada. Esses dados foram analisados e confirmados pelo FIEMG Lab, resultando na alteração para R$ 46 milhões.

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