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FIEMG recorre ao governo e à Aneel para tentar superar crise

Entidade sugere medidas para mitigar a crise no setor industrial e no mercado de energia

A FIEMG vem mantendo contato com o Setor Público para construir soluções que possam mitigar os impactos causados pela Covid-19 na economia estadual. Na posição de casa da indústria, a Federação elaborou uma série de propostas para evitar que o setor industrial do país e de Minas entre em colapso. Esses pleitos estão diretamente ligados aos ambientes de Contratação Regulado (ACR) e de Contratação Livre (ACL) e foram encaminhados ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à Aneel.

Segundo Tânia Mara Costa, assessora de Energia da FIEMG, a desoneração de encargos e o ganho de subsídios para o mercado são as principais demandas apresentadas aos órgãos federais. A Federação sugere que o Tesouro Nacional absorva os pagamentos e garanta recursos para investir em políticas públicas durante o cenário de redução das receitas.


A Associação dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace) endossa o pleito da FIEMG. "A Abrace apresentou uma estimativa de R$ 9 bilhões que o governo pode assumir durante três meses. O valor corresponde a menos de 2% do que o Ministério da Economia prevê injetar na economia, mas representa muito para o mercado de energia e, consequentemente, para o setor produtivo", esclarece Tânia Mara.

A FIEMG também solicitou à Aneel que reveja a forma de cobrança dos contratos com os consumidores de Média e Alta Tensão. Em vez de cobrar pelo uso da rede, a sugestão é de que a Agência considere o valor medido no lugar do contratado por esses clientes que integram o Grupo A, que são os de grandes consumidores.

A exploração da Energia de Sobra Temporária é outro ponto de discussão apresentado à Aneel. A sugestão é que as distribuidoras comercializem suas sobras de energia sem cobrança pelo uso da rede. Essa solução é outra oportunidade de redução das perdas da área de distribuição e uma forma de aproveitar a potência subutilizada do sistema.

"Vender essas sobras de energia, principalmente no horário de ponta, seria uma oportunidade para os segmentos que estão com aumento de produção neste momento de crise. A solução irá aliviar segmentos como o de alimentos, gás hospitalar e farmacêuticos e ajudaria as distribuidoras a reduzir a sobre contratação de energia", pontua Tânia Mara. "Em última análise, essas medidas são uma forma viável e ágil de fomentar o setor, reduzir custos com energia no setor produtivo, preservar o caixa das indústrias e manter empregos", finaliza a assessora.

Mais informações pelos telefones: 31 3263.7749 /4440 ou pelos e-mails: aline.neves@fiemg.com.br e taniamara@fiemg.com.br

 

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