Notícia

FIEMG solicita medidas emergenciais para a área de energia

Ações visam mitigar os impactos da pandemia do novo coronavírus no setor

O severo avanço da pandemia do coronavírus gera consequências além da área de saúde, impactando na atividade das empresas mineiras e na economia nacional, inclusive com a revisão do PIB. O setor elétrico é diretamente afetado com o agravamento da pandemia. 

Com o objetivo de minimizar os impactos negativos, a FIEMG solicitou ao Ministério de Minas e Energia, à ANEEL e às concessionárias de distribuição de energia mineiras, medidas emergenciais que visam mitigar as perdas em um setor que abrange uma complexa cadeia de produção, transmissão, distribuição e comercialização, sensível a quedas bruscas na produção industrial. 

A FIEMG acredita que, neste momento, é necessária uma flexibilização das normas regulatórias para que as distribuidoras de energia possam comercializar suas sobras temporárias de energia e ociosidade do sistema elétrico, por um período mínimo de 90 dias e enquanto perdurar os reflexos da crise, sem a cobrança pelo uso da rede no horário de ponta, ou seja, seria aplicada uma tarifa única de demanda e energia tanto no horário de ponta quanto no horário fora de ponta. Empresas que hoje utilizam gerador diesel no horário de ponta, por exemplo, poderiam desligá-los e consumir das distribuidoras, a energia necessária à sua produção. 

Outra medida importante é a cessão de direito de uso de energia, podendo ser criada uma plataforma para comercialização de sobras e déficits de energia decorrentes da crise, comercialização de excedentes de energia, devido à redução da energia contratada durante a crise gerada pelo COVID-19. As empresas que tiverem necessidade de produzir mais fazem a declaração de desejo de compra. A geradora/comercializadora faz análise de crédito para a devida cessão de direito de uso da energia. 

As medidas poderão reduzir os custos com energia para as indústrias que necessitam produzir neste momento delicado e atende também o mercado prioritário, como a área de saúde, indústria química, farmacêutica, de higiene e alimentícia. 

Para Tânia Mara, assessora de Energia da FIEMG, se ações solicitadas pela entidade forem acatadas e as distribuidoras forem autorizadas pela ANEEL a flexibilizarem as tarifas e criarem produtos diferenciados, evitará o aumento da inadimplência e aumentará o estímulo à produção. 

No caso das empresas que estão no ambiente de contratação livre é necessário o acesso às linhas de crédito, via BNDES, tanto para consumidores de energia elétrica adimplentes com o pagamento dos contratos de compra e venda de energia quanto para geradores e comercializadores, para que possam suportar o não pagamento, pelos consumidores, do take or pay estabelecido nos contratos de compra e venda de energia.

“Essas medidas poderão evitar a insolvência geral do setor elétrico”, afirma Tânia Mara.

Mais informações pelos telefones: 31 3263.7749 /4440 ou pelos e-mails: aline.neves@fiemg.com.br e taniamara@fiemg.com.br

 

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