Notícia

Indústria 4.0 no setor de alimentos

Tema foi debatido durante a reunião da Câmara da Indústria de Alimentos

Câmara da Indústria de Alimentos da FIEMG, no dia 30/04, se encontrou para mais uma reunião setorial.  O colegiado, que é presidido por Mário Morais Marques, recebeu Morgana Zimmermann, do Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos e Bebidas (CIT SENAI), que apresentou os conceitos da Indústria 4.0 e aplicações das tecnologias habilitadoras no setor de alimentos e bebidas por meio de cases de sucesso.

Um dos exemplos citados por Zimmermann da utilização da inovação no setor de alimentos foi o case da cervejaria Heineken que, por meio da impressão em 3D, substituiu peças de aço, utilizadas na produção, por plástico. Já a rede de lojas Zaitt, apostou na automação de todos os seus processos e os clientes têm uma imersão tecnológica em que todo o serviço é autônomo. Para isso, são utilizadas câmeras com sensores monitoram toda a movimentação nas lojas e os cestos de compras reconhece, contabiliza e faz o débito das compras automaticamente. “Praticidade na hora das compras que vem ganhando força no Brasil”, ressaltou.

Bruno Rivetti Zabeu, business Development Manager Brasil, apresentou o conceito de Cobots (Robôs Colaborativos). Segundo Zabeu, até a pandemia, tínhamos um supply chain que funcionava de maneira continua. A crise trouxe rupturas em diversos segmentos, como os frigoríficos ficaram fechados por mais de um mês, o consumo de restaurante caindo e o aumento do fluxo em supermercados. A consequência foi o aumento de refeições realizadas em casa e a falta de insumos para a produção de plástico.

“Como lidar com este tipo de ruptura em um ambiente tão incerto?”, questionou em sua apresentação. “Nos últimos 50 anos, foram instalados mais de 2,7M de robôs convencionais. Em apenas 13 anos, mais de 100k cobots foram instalados. Qual o principal motivo? Flexibilidade? Segurança?”, continuou.

Para o business Development Manager Brasil a transformação é muito mais profunda. “O robô colaborativo está para a indústria, assim como o PC está para a informática. Assim como a Microsoft através do Windows criou uma interface entre homem e processador, a Universal Robots criou uma interface entre homem e robôs que é fantástica. Estamos deixando de falar que a tecnologia é Plug & Play. Temos uma tecnologia associada a um ecossistema que é Plug & Produce”, afirmou, pontuando que é sabido que o custo da mão de obra cresce no mundo todo e que cada vez mais e mais rápido, novas tecnologias surgem.

“Há dois anos começamos a nos perguntar como ensinar um robô a se tornar autônomo. Deu muito trabalho e foi possível constatar o quão mais eficiente um robô é em comparação a um ser humano em tarefas operacionais. Mas estamos indo além disso. Com utilização de Artificial Intelligence (AI), o robô irá ler o ambiente (com uso de câmeras) e será programado de forma autônoma.

Estamos falando de Natural Tasking, de instrução de tarefa versos a programação ponto-a-ponto como a robótica clássica atua”, ressaltou explicando que não é por acaso que, a cada três robôs consumidos no mundo, um é da China. “A competitividade está diretamente ligada ao nível de robotização das fábricas e, enquanto a cultura brasileira continuar perdendo tempo discutindo payback de dois anos, a China se preocupa em qual posto vai instalar primeiro", finaliza.

Rebecca Macedo, gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEMG (CIN), apresentou para os presentes no encontro on-line, as Possibilidades de Exportação para a Indústria de Alimentos. 

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