Notícia

Moderna Indústria do Cimento mineira vislumbra mais sustentabilidade e inovações em Dubai

Setor no Brasil se destaca como um dos mais avançados do mundo na redução da emissão de CO2

Snic/Divulgação

A indústria do cimento, que tem em Minas Gerais o maior produtor do Brasil - com quase um quarto da fabricação nacional -, afiliada à FIEMG, integra a missão de empresários do estado na Expo Dubai, em busca de captar inovações, desenvolvimento tecnológico e mais sustentabilidade. Quem afirma isso é o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic) e da Associação Brasileira de Cimento Portland, Paulo Camillo Penna.

“A ideia é que a gente tenha olhares principalmente para uma indústria que contribui com a construção, a mobilidade e a infraestrutura, com menor formação de resíduos, mais moderna, com sustentabilidade ESG (‘environmental, social and governance’ – ambiental, social e governança, em português)”, explica Penna.

Nesta época de emergência climática, pondera ainda, a Expo Dubai está notadamente marcada para avanços que têm a sustentabilidade como mola propulsora. E a Indústria de Cimento brasileira, segundo Penna, é líder global em projetos dessa natureza e busca sempre avançar mais nesse sentido. Até porque, no atual processo de urbanização acelerada do mundo, que traz a expectativa de que em 30 anos toda a população mundial chegará a 70% nos centros urbanos, no Brasil, 80% da população já é urbana.

“Há uma enorme preocupação com a mobilidade nas cidades e uma tentativa efetiva de reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, ressalta. “A Indústria de Cimento é uma das maiores emissoras de CO2, só que enquanto a média mundial representa 7% das emissões, no Brasil, é 2,3%. No país, para cada tonelada de cimento são emitidos 564 quilos de CO2, enquanto a média global é 620 quilos. Isso demonstra que a gente tem feito avanços no desenvolvimento de novas tecnologias, em inovação, mas queremos mais”, argumenta Penna.

Ele pondera que a Indústria de Cimento nacional inova desde a instalação de sua primeira fábrica, em 1926. Nos anos 60, o setor identificou que a escória resultante da produção de aço, adicionada ao cimento, aumentava significativamente a sua resistência, para uso em regiões como à beira-mar, onde fatores ambientais influenciam na durabilidade dos materiais.

Matérias-primas sustentáveis

E, assim, perto de completar um século, a Indústria do Cimento no Brasil usa como matéria-prima, por exemplo, cinzas resultantes da operação das termelétricas. “O Brasil tem hoje uma situação vergonhosa, contando ainda com mais de 3.000 lixões. E a Indústria do Cimento, por sua vez, vem utilizando o resíduo não reciclável residencial e comercial também como

combustível. Com a crise do petróleo dos anos 60, a Indústria do Cimento foi a primeira a substituir o óleo combustível por outros insumos”, complementa Penna.

Dessa forma, destaca ele, o lixo urbano, em vez de ir para lixões ou aterros sanitários, substitui o coque – reconhecidamente emissor de CO2 -, na linha de produção do cimento brasileiro. Penna informou que o setor fez um estudo em todo o país, identificando, região por região, resíduos típicos que poderiam ser assimilados pela Indústria do Cimento, como caroço de açaí, e casca de babaçu, no Norte; cavaco de madeira, no Centro-Oeste, moinha de carvão da produção de aço, no Sudeste, e casca de arroz, no Sul.

“A gente fez um estudo para transformar esses materiais em combustível alternativo. Temos também os resíduos industriais, usados com o mesmo objetivo. O plástico, por exemplo, pode ser processado e transformado em fonte de energia alternativa, em vez de se tornar um passivo ambiental”, detalha.

“Queremos acabar com a ideia de que o Brasil é um dos últimos países a enterrar a energia, utilizando o resíduo como fonte alternativa de energia”, diz ainda. “E o que a gente buscar em Dubai é avançar ainda mais no que diz respeito à economia circular, à redução do carbono e a manter a indústria de cimento brasileira entre as mais eficientes do mundo”, reforça.

SERVIÇO:

Expo Dubai 2021/2022

Data: 1º de outubro de 2021 a 31 de março de 2022

Tema: “Conectando Mentes, Criando o Futuro: Oportunidade, Sustentabilidade, Mobilidade”

Países com pavilhões: 191

Área: 438 hectares

Expectativa de visitantes: 25 milhões

Delegação de Minas Gerais:

Apoio: Gerdau, Tacom e Sebrae

Patrocínio: CMBMM | Niobium e Codemge + Gov de Minas

Realização: FIEMG e Governo MG

Últimas notícias

  1. Tendências para o setor da moda

    Leia

  2. SESI Museu de Artes e Ofícios recebe alunos para atividades sobre sustentabilidade

    Leia

  3. Foco no fortalecimento do associativismo

    Leia

  4. Embaixadores da Inovação visitam o CIT SENAI

    Leia

  5. Indústria mineira celebra suas conquistas

    Leia

  6. Conselho da FIEMG apresenta portal sobre obras estruturantes

    Leia

  7. Multinacional Ardagh Group anuncia instalação de fábricas em Juiz de Fora

    Leia

  8. FIEMG Regional ZM promove Encontro Empresarial com governador Romeu Zema

    Leia