Notícia

O futuro da moda em debate

Seminário realizado no Sistema FIEMG abordou o comportamento do consumidor e o que isso impacta nas empresas

Sebastião Jacinto Júnior

O futuro está próximo. E para onde vai o futuro? Estes e outros temas foram debatidos no seminário “Seminário da Moda 2019 – Boas Práticas para a cadeia da moda”, realizado no dia 30/07, na FIEMG, para empresários do setor. O objetivo do encontro foi, além de apresentar as novidades tecnológicas para o segmento, despertar nos participantes uma nova forma de perceber e analisar como está o comportamento do consumidor e qual o caminho ele está percorrendo devido aos impactos da inovação.  “É muito importante trazer este tipo de informação para os empresários, atualizá-los”, fala Juliana Orsetti, analista do SEBRAE Minas, entidade organizadora do seminário, que contou com o apoio do Programa FIEMG Competitiva.  “Eles ficam muito voltados para a produção e às vezes se esquecem de dar atenção ao seu principal ativo, que é o consumidor: o que ele pensa, do que ele precisa? É preciso se atualizar e mudar as coisas dentro da organização. Se o cliente muda, a empresa também tem que mudar”, avalia.

Essa mudança no mindset é o principal ponto destacado na palestra “O Futuro da Moda”, da consultora de Marketing Cris Duarte. “A sociedade tornou-se fluida, e a moda é uma teia que conecta todas as partes. As mudanças tecnológicas e de inovação são responsáveis por um novo modo de pensar e torna-se necessário fazer uma reflexão sobre esses temas”, afirma.

Para a consultora, não importa o tamanho da empresa, se micro, pequena ou grande porte. O que vai ditar o sucesso de um empreendimento é a forma de pensar, de estar aberto a essas mudanças e de querer implementá-las. Com o surgimento da internet a tecnologia cresceu e se desenvolveu, e vai continuar crescendo “como uma onda, mas que nunca se acalma”, diz. A indústria tem que fazer acontecer. É preciso ter curiosidade, sair da bolha, ver os acontecimentos além do segmento em que atua. Ver o comportamento de consumo, o movimento como um todo. Quanto maior a diversidade de ideias mais as oportunidades para empreender e ser bem sucedido”, resume.

O cliente é o centro

Com o mercado cada vez mais competitivo, as marcas precisam estar mais próximas do consumidor, marcando presença em diversos canais, com conteúdo relevante que promovam sentimentos. As pessoas buscam por experiências positivas no momento da compra. “A decisão não se dá apenas por preço e qualidade, mas muito mais pela experiência que é proporcionada e pela construção de um relacionamento com o cliente. As marcas devem estar atendas a esses novos hábitos para atender ao varejo de forma eficiente”, afirma Morgana Linhares, consultora e coaching, que falou sobre o “Varejo da moda: cenários, tendências e conexões com a indústria com foco na NRF”.

Morgana apresentou aos participantes as novidades da NRF, a National Retail Federation, a maior feira de varejo do mundo, realizada anualmente em Nova York, nos Estados Unidos. A consultora conta que, mesmo neste ambiente, em que se fala das maiores inovações tecnológicas, o futuro aponta para uma preocupação com o ser humano, colocando as pessoas no centro de todo e qualquer negócio. “Estamos falando de uma era 100% digitalizada, porém o foco, a visão, a importância é totalmente de entender esse consumidor”, afirma.

Para a consultora, o cliente é quem vai ditar como as empresas vão se portar a partir de agora. Elas vão vender não o que querem, mas o que o consumidor quer comprar. E o banco de dados é a ferramenta primordial que vai auxiliar e orientar como as empresas vão conhecer este consumidor e entender suas demandas. “É preciso estudar dados e saber transformar essas informações em uma fonte de conhecimento. Entender que tipo de produto que o cliente quer, o que ele almeja.  As marcas devem estar atentas a esses novos hábitos para atender ao varejo de forma eficiente”, finaliza Morgana.

Influenciando a compra nas redes sociais  

A moda, mais do que qualquer outro segmento, utiliza com grande força a figura do inflluencer digital em suas ações de vendas, tendo o Instagram como o principal canal de contato da marca com o seus clientes. Para orientar as empresas a utilizar o trabalho desses profissionais de forma assertiva, o evento contou com a presença de Constanza Fernandes, do blog Futilish, influenciadora digital que está há dez anos neste mercado.

“As marcas têm que entender direito como uma influenciadora trabalha e analisar se vale a pena investir, antes de fazer qualquer contratação”, conta ela que, formada em Administração, foi gerente de Qualidade em uma grande empresa antes de largar tudo para trabalhar como influenciadora. Para Constanza, as redes sociais dão um feedback mais rápido, mais dinâmico para as pessoas, por isso essas mídias podem ser tão poderosas para as marcas. Mas ela faz um alerta: “Hoje em dia o que mais monetiza é o Instagram, mas ele não pode ser a única fonte de audiência, pois ele é somente um aplicativo. Se um dia acabar, a audiência da marca e do influenciador acaba junto”.

As “métricas de vaidade” são outros números bastante questionados. Por essa expressão entende-se número de seguidores de um perfil ou curtidas que um post pode ter. Na opinião de Fernandez, posts com muitos “likes” ou influencers com grande número de seguidores não é sinônimo de venda garantida. “O que conta é se o influenciador tem o perfil da marca, como as pessoas interagem com essa conta, se os seguidores são reais ou se é um robô por trás das curtidas”, explica. Outra dica dada por Constanza é que não adianta a marca contratar uma blogueira, uma vez que a empresa não cuida dos seus canais digitais. “A marca também tem que cuidar das redes sociais, boas fotos, interagir com seu público, ter um site ativo e atrativo”. Ela acredita que a relação comercial entre blogueiros e empresas está cada vez mais profissional, e sobre o fim das curtidas nos posts do Instagram, tão comentado nos últimos dias, ela afirma que foi uma medida extremamente positiva: “É um bom caminho que a rede está tomando para deixar as coisas mais transparentes”, finaliza.

 

 

 

 

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